Serginho Schiochet

Ex-jogador técnico da seleção brasileira de futsal

iG Minas Gerais |

Como você recebeu o convite para ser o novo treinador da seleção brasileira de futsal?  

Confesso que fiquei surpreso com esse chamado. O Brasil tem outros grandes treinadores, mas estou muito contente pelo primeiro contato ter sido comigo e aceitei. Estou feliz e também me sinto preparado para esse novo desafio em minha carreira. Foi seu desempenho à frente do Concórdia que o credenciou a assumir tal posto, sobretudo pelo vice da Liga Futsal no ano passado?

Claro que o trabalho que a gente vem desenvolvendo ajudou bastante para chegar a isso. Não só a campanha do ano passado, quando chegamos às finais da Liga Futsal, mas o que a gente tem feito nos últimos anos também. Sem dúvidas pesa você alcançar resultados expressivos com equipe considerada pequena. Agora vamos trabalhar forte para manter o bom desempenho na seleção brasileira, com foco nas competições que teremos em 2014 e em 2015. Num primeiro momento, você não deixará o comando da equipe catarinense. Como vai conciliar essa rotina com o trabalho na seleção brasileira?

Em conversa com os diretores da CBFS e do Concórdia, e com o planejamento que temos, dá para fazer um trabalho paralelo neste momento. A princípio, temos três competições já definidas para este semestre. Vamos fazer umas convocações para esses compromissos. No próximo semestre, vamos definir bem essa situação. E como será o estilo de jogo que você pretende imprimir na seleção brasileira?

Será o mesmo sistema que já fazemos no clube. É mostrar um futebol bem dinâmico, marcando forte, com velocidade e bastante competitivo. Eu procuro sempre conversar com os atletas, ouví-los. Claro que a cobrança sobre eles também tem que existir. Como ex-atleta, a gente sabe o que acontece neste meio, como é a sincronia de jogo. A gente tem que conversar com eles também para definir questões táticas para a formação da equipe. Com as mudanças na CBFS, os jogadores mais experientes do time, como Neto e Falcão, estão de volta ao elenco, já no desafio internacional diante da Argentina. Você realmente conta com todos eles?

Esses jogadores estão todos dentro do nosso planejamento. Seleção são os melhores em atividade. Comigo não será diferente. Eu conto com esses atletas, com os mais velhos e os mais novos. Nós fazemos um mapeamento para selecionar os melhores. O Falcão é um dos primeiros da lista. A gente conta com ele e precisa dele. O que eu posso garantir é que são jogadores fundamentais para o nosso time. Eu já conversei com o Falcão e está tudo acertado para isso. E como será a preparação para o Mundial de 2016, na Colômbia?

A gente está pensando, neste primeiro momento, no jogo isolado (que será o Desafio Internacional, contra a Argentina, no dia 7 de setembro, em Brasília). Para este compromisso, vamos levar os principais jogadores do atual momento, em atividade, pois não há muito tempo para treinamentos até lá. Mais para frente, teremos mais uns nomes, de 30 a 40 atletas, do Brasil e exterior, a partir do mapeamento que estamos fazendo. Isso tudo já pensando no Mundial de 2016. Parece que está longe, mas não está. Por isso temos que usar bem esse tempo para nos preparar para a competição. Sobre a equipe de futsal do Minas Tênis Clube, o Tambasa/Minas, você também já observa algum atleta em especial, que pode ser convocado posteriormente?

Tem vários jogadores interessantes no grupo do Minas. Não é de hoje que faz um grande trabalho. Sempre monta equipes fortes. Mas não é só no Minas, mas outros times também apresentam bons valores que podem servir à seleção brasileira atualmente. Dentro da possibilidade, vamos encaixar todos esses atletas dentro da seleção.

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