Nós e o uso mais consciente do dinheiro nos dias atuais

iG Minas Gerais |

Equipe Divina Madre
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Praticamente toda pessoa sem posses, bens materiais ou dinheiro, nutre um forte desejo de tê-las; sente-se infeliz e guarda ressentimentos sobre essa condição materialmente desfavorável. Já uma pessoa rica que esteja moral e interiormente desapegada de seu dinheiro será espiritualmente livre. Porém, nem mesmo essa liberdade interior, que é mais difícil de conseguir, constitui a completa solução do problema do dinheiro. Ela resolve o problema individual, permite ao homem estar em paz com a própria consciência e, desse ponto de vista, em paz com Deus. Ao mesmo tempo, uma vida individual não é isolada, todas as vidas estão entretecidas em uma trama de relações familiares e de grupo, de caráter moral e prático. Por consequência, essa liberação interior deve conduzir ao uso correto dos bens, determinado apenas mediante um conceito espiritual que mostre a verdadeira conexão entre nós, os demais e a Vida Una da qual somos parte. Por essa ótica, nenhum indivíduo pode reivindicar para si mesmo o direito à propriedade exclusiva de alguma coisa. O problema espiritual e prático é definido e focalizado como o da justa e sábia utilização de tudo o que se possui, incluído o dinheiro, para o bem coletivo, sem nenhum direito especial de posse privilegiada. Infelizmente, o dinheiro constitui uma das principais causas das preocupações, das lutas coletivas e individuais e, em especial, da injusta distribuição dos bens materiais. A verdadeira e efetiva solução é, todavia, subjetiva. As medidas a serem tomadas são basicamente individuais. Em primeiro lugar está a busca do uso correto do dinheiro, com motivos claros e habilidade na ação. Esse uso correto vem sendo um ponto de estudo e de provas para os que estão coligados com a realidade interna do próprio ser, uma vez que tenham já a capacidade de perceber as necessidades grupais e mundiais e sintam o impulso da alma para tentar supri-las. Entretanto, antes que uma pessoa possa ser realmente útil e integre algum plano para o bem da humanidade, é preciso ter feito algo para transcender o próprio desejo, a própria sensualidade e o próprio pensamento comum. É que o desejo leva o homem a perseguir e a adquirir o supérfluo, a sensualidade o leva a interpretar a vida de modo materialista e o pensamento comum o leva a seguir fórmulas, conceitos ou experiências anteriores, que muitas vezes de nada mais servem, pois o Espírito sempre se renova, e não repete situações. A transcendência a que nos referimos é básica, e é ela que de fato permite o uso correto do dinheiro. A segunda medida é a maneira, digamos oculta, de contrabalançar o fator negativo que pesa sobre o dinheiro. Pode-se chegar a uma purificação e redenção espiritual do dinheiro por meio do uso consciente da própria energia, de modo que se tornem inócuas as influências não positivas. Consegue-se isso ao levar a cabo os próprios atos, com relação ao dinheiro, mediante um pensamento concentrado, elevado e animado por sentimentos justos. É como se dessa forma o dinheiro fosse submetido a um tratamento de cura. Se um número cada vez maior de pessoas agisse desse modo, muitos problemas que não encontram solução seriam eliminados. Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br, onde há gratuitamente mais de 2.000 palestras gravadas, ou o site www.comunidadefigueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.

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