Programas do PT e do PSDB focam em feitos e propostas

Programa eleitoral é considerado maior ativo de uma coligação

iG Minas Gerais |

Foco. Aécio vai buscar atingir os 75% dos eleitores que querem mudança, e procurar representá-los
douglas magno
Foco. Aécio vai buscar atingir os 75% dos eleitores que querem mudança, e procurar representá-los

BRASÍLIA. Enquanto a candidatura à Presidência do PSB sofria com a indefinição causada pela tragédia de Eduardo Campos, as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) faziam os últimos ajustes nos programas do horário eleitoral gratuito que passarão a ser exibidos a partir de terça-feira.  

Além de homenagens a Campos, os responsáveis, tanto pelos programas de Dilma quanto pelos de Aécio, prometem focar mais nas realizações e propostas para o futuro do que no ataque direto aos adversários. Enquanto a propaganda do PT tentará mostrar realizações também do governo Lula, os tucanos prometem não se esquecer do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Com quase o triplo do tempo de seu principal adversário, a propaganda de TV da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, será baseada no seguinte tripé: mostrar o que foi feito em seu governo e no do ex-presidente Lula, apresentados como um único projeto; relembrar, de forma negativa, o que era o país antes de o PT chegar ao Planalto, em 2003; e projetar o futuro. Dilma será apresentada como a candidata mais apta a continuar fazendo as mudanças de que o país precisa.

Nos 11 minutos e 24 segundos que terá em cada bloco de 25 minutos, a propaganda petista destacará programas sociais como o Mais Médicos, que levou profissionais de saúde, a maioria cubanos, para as periferias das grandes cidades e para o interior do país; e o Pronatec, que oferece cursos de educação profissional e tecnológica.

Além dos programas sociais, outro trunfo da propaganda de Dilma será o ex-presidente Lula, apontado nas pesquisas eleitorais como o maior cabo eleitoral do país, com a maior capacidade de transferir votos. Ele aparecerá tanto dando depoimentos como participando de eventos. Há uma preocupação, no entanto, em dosar a exposição de Lula, para não ofuscar a imagem de Dilma Rousseff.

O primeiro programa, a ser exibido na próxima terça-feira, deve ter uma homenagem a Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República pelo PSB e morreu em um acidente aéreo na quarta.

O horário eleitoral gratuito na TV é considerado atualmente o principal ativo em uma campanha eleitoral. A campanha de Dilma aposta nos mais de 11 minutos que ela terá para divulgar as ações de seu governo e crescer nas pesquisas, além de diminuir a rejeição que tem entre eleitores.

Doadores devem engordar caixa de Aécio Brasília. Provável substituta de Eduardo Campos no posto de candidata do partido à Presidência da República pelo PSB, a ex-ministra Marina Silva tende a atrair mais eleitores para a legenda, mas não deve melhorar a arrecadação de dinheiro para a campanha que tenta se viabilizar como terceira via. Segundo empresários e líderes de entidades patronais ouvidos pela reportagem, o fluxo de doações que iria para o PSB com a candidatura de Campos deve agora seguir para o caixa do candidato do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves. Esse cenário, porém, não está congelado. Muitos empresários aguardam as primeiras pesquisas de intenção de voto com a nova configuração da corrida presidencial antes de definir a estratégia corporativa no período eleitoral.

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