Cabe na Mala conecta desejos

Plataforma dispensa tradicional pedido de favor para trazer um produto dos Estados Unidos

iG Minas Gerais | Janine Horta |

Rentável. Marcela Kashiwagi e Ana Paula Lessa, criadoras do site, saíram do emprego formal para gerenciarem o rentável Cabe na Mala
Cabe na Mala/Divulgação
Rentável. Marcela Kashiwagi e Ana Paula Lessa, criadoras do site, saíram do emprego formal para gerenciarem o rentável Cabe na Mala

Quem nunca perguntou assim, com muito jeitinho, a um parente ou amigo que vai viajar para os Estados Unidos se ele poderia fazer o favor de trazer um produto de lá que é muito mais barato do que aqui? Perfumes, celulares, notebooks... A resposta do viajante costuma ser: “se couber na mala, eu trago”.  

Mas agora, não é mais preciso pedir esse favorzinho. Duas garotas cariocas criaram o site Cabe na Mala (www.cabenamala.com.br), através do qual é possível encomendar quase tudo. O limite é o preço – US$ 500 – para que o produto não tenha problemas com a alfândega em relação à cobrança de impostos. “Exceto câmeras, celulares e relógios, que são muito pedidos, para os demais produtos colocamos limite de preço. Caso não tenha o que você quer, é só sugerir que a gente cadastra e acha o viajante”, explica a publicitária Ana Paula Lessa, 22, que criou o site juntamente com a colega de trabalho Marcela Kashiwagi.

Os produtos que excedem US$ 500 e, por isso pagam impostos, também podem ser encomendados, mas o valor dessas taxas deverá ser pago por quem fez a encomenda.

Conexão. O Cabe na Mala não é um site de vendas, mas sim, de facilitação do contato entre o viajante que pode trazer e a pessoa que quer um produto dos Estados Unidos. Através dele, a pessoa que quer comprar fica sabendo quem está viajando e se dispõe a trazer. E, na outra ponta, o viajante entra e vê quem quer alguma coisa e se oferece para trazer. A conversa é feita entre as duas partes por e-mail, mas o tempo todo é mediada pelo site, que verifica a procedência do viajante para garantir que toda a operação seja segura.

Mecanismo. A compra geralmente é feita pela internet – e o Cabe na Mala sugere o site norte-americano Amazon.com, com o qual fez parceria, por considerá-lo mais seguro. “Ele sempre devolve o dinheiro em caso de o produto não ser entregue. Mas a empresa geralmente cumpre e entrega dentro dos prazos prometidos”, explica Ana Paula.

O Amazon.com entrega a mercadoria nos Estados Unidos, na casa ou hotel onde o viajante está hospedado. Assim, quando ele volta ao Brasil entrega o produto e aí recebe um pagamento que o Cabe na Mala chama de “recompensa” por ter trazido o produto e feito a entrega.

A recompensa é paga por quem faz a encomenda diretamente ao site Cabe na Mala, por meio de cartão de crédito ou boleto bancário. Assim, o site fica com parte da quantia que será entregue como recompensa ao viajante – 30% do valor.

Dessa maneira, Ana Paula e sua sócia criaram um negócio que foi ficando tão rentável que saíram do emprego formal que tinham numa empresa de comunicação para gerenciarem o site. “Realizamos em média 90 transações por mês. O valor médio das recompensas é de R$ 50 por produto. E ainda há uma porcentagem de 4% a 8% que recebemos da Amazon.com sobre o valor das vendas realizadas por meio do site”, detalha Ana Paula, que fica, dessa maneira, praticamente o dia inteiro diante do computador para receber as solicitações, tanto dos que encomendam quanto dos viajantes que querem trazer produtos, e checando a procedência dos viajantes, para garantir a segurança.

Mais dinheiro

Pesquisa. Estudo realizada pela Anjos do Brasil, ONG que incentiva o apoio ao empreendedorismo e à inovação, mostra que o investimento em start-ups cresceu 25% no Brasil entre 2012 e 2013.

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