Wood’s mineira já é uma das maiores receitas do grupo

Três empresários de Belo Horizonte apostaram no público AB e comemoram o sucesso na noite

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Rindo à toa. Alexandre Pampolini (esquerda) e Gustavo Tasca, dois dos sócios, conseguiram fidelizar cerca de 5.000 clientes da boate
JOAO GODINHO / O TEMPO
Rindo à toa. Alexandre Pampolini (esquerda) e Gustavo Tasca, dois dos sócios, conseguiram fidelizar cerca de 5.000 clientes da boate

O sertanejo universitário não é apenas o estilo da moda, mas o ritmo que, cada vez mais, embala a curtição do público AB. E como Belo Horizonte não é de “dar mole na balada”, os empresários Alexandre Pampolini, Manuel Juvêncio e Gustavo Tasca trouxeram para a capital mineira a casa de show sertaneja que mais cresce no país.

Em nove anos, a Wood’s já chegou a 13 cidades, carregando consigo um padrão que vai do desenho arquitetônico a uma requintada oferta de serviços. Na capital mineira, a casa foi aberta há pouco mais de um ano e já recebeu mais de 120 mil pessoas, com um público médio de 1.000 por noite.

Tudo começou quando os empreendedores mineiros souberam dos planos de expansão do Grupo Wood’s. Depois de várias conversas, eles firmaram a sociedade com empresários de São Paulo e de Curitiba. Como é de praxe, cada unidade conta com sócios-promotores famosos. Em Belo Horizonte, a dupla Fernando e Sorocaba é a parceira.

Foram investidos cerca de R$ 5 milhões no empreendimento, que fica no Vale do Sereno, bem na divisa entre a capital e Nova Lima. O faturamento não é revelado, mas a casa mineira já é uma de maiores receitas do grupo. São 70 funcionários diretos e outros 30 que são terceirizados.

Segundo os proprietários, os primeiros meses foram capazes de fidelizar cerca de 5.000 clientes que vão, pelo menos, quatro vezes por mês à boate.

A casa abre às quartas, sextas e sábados – ou em datas especiais, como vésperas de feriados –, sempre com duas atrações por noite. É da política da Wood’s promover, mensalmente, um ou dois shows de grandes nomes da música sertaneja. Cristiano Araújo, Lucas Lucco, Michel Teló, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano são alguns nomes que já estiveram por aqui.

Alexandre Pampolini é produtor de eventos há mais de 20 anos. Os sócios Manuel Juvêncio e Gustavo Tasca migraram do ramo de bares e restaurantes. “Nós já nos conhecíamos e resolvemos montar o negócio”, conta Gustavo.

Sucesso. Para Alexandre, o segredo da Wood’s está no conforto. “Além de ser bem frequentada, a casa tem excelência no atendimento e no serviço. São dois ambientes. No piso inferior, o público fica ‘na bota do cantor’, o que gera uma interação. No camarote, os lounges têm garçom e segurança exclusivos”, ressalta. Os lounges para 25 pessoas custam R$ 4.750 (R$ 3.500 em consumação). Mas isso é só o começo da diversão. Há quem gaste, por exemplo, até R$ 20 mil só numa noite.

Novos talentos do sertanejo têm vez na casa Para manter o mercado do sertanejo em alta, a Wood’s ajuda a promover novos talentos da música. Algumas atrações começaram a tocar na casa noturna com 18 anos e, atualmente, algumas duplas têm mais de 20 shows mensais na agenda. Nomes de sucesso, João Bosco e Vinícius eram “a cara” da boate nos primeiros anos do empreendimento. Em 2011, o clipe da música “Ai Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, gravado na unidade de Curitiba e visto por mais de 580 mil pessoas na internet, também ajudou a dar muita fama à Wood’s. A garimpagem continua. De Sete Lagoas, a dupla Victor e Fabiano é uma aposta, assim como Anselmo e Rafael, de Cuiabá, e Gabriel Correa, de Brasília. “Existe uma sinergia entre as unidades. Fazemos um intercâmbio de artistas. Não fazemos contratos, mas damos oportunidades para eles crescerem”, destaca o empresário Alexandre Pampolini. A casa possui produtores que têm a missão de selecionar as novas gerações. Em seu primeiro ano, as noites da Wood’s BH foram embaladas por 300 atrações musicais.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave