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“Nômades digitais” estrangeiros descobrem Belo Horizonte para viver por uma temporada

iG Minas Gerais | Anderson Rocha |

Arte na rua. O norte-americano Turner Barr, 30, deixou sua marca em Belo Horizonte.
Arquivo pessoal/Divulgação
Arte na rua. O norte-americano Turner Barr, 30, deixou sua marca em Belo Horizonte.

Quatro estrangeiros e um destino. Os três norte-americanos Turner, Josh, Vincenzo e o irlandês Niall decidiram morar em Belo Horizonte. Quase um terço da vida de Turner Barr, 30, foi investido em viagens. Nos últimos sete anos, o norte-americano foi a mais de 90 países. “Por exemplo, na Tailândia, trabalhei com tigres e elefantes. No México, com tequila. Tento encontrar uma variedade de experiências que sejam diferentes e culturais”, diz. Assim, ele explora a mesma cidade enquanto estiver curtindo. Depois, parte em busca de um novo trabalho.  

“Eu amo ser independente e não ter que me prender a uma vida dentro de um escritório”. Mas como paga as contas? Ele mantém o AroundtheWorldin80Jobs.com (80 empregos pelo mundo), site em de vídeos e textos que faz sobre os lugares que visita. Está na capital mineira há três meses.

“Eu queria um lugar que não fosse tão famoso para turistas, e que tivesse uma vida agitada – especialmente à noite. Quando ouvi dizer que Belo Horizonte é a cidade dos botecos, tomei minha decisão”, contou. Para o futuro, o projeto é a Europa. A dica de Barr vem em inglês: “buy the ticket, take the ride”, frase de Hunter Thompson que significa, em tradução livre, compre a passagem e pegue a estrada. “Dê o primeiro passo e não crie desculpas. A parte mais difícil é se colocar para fora da sua zona de conforto. Além disso, esteja aberto para novas experiências e você será surpreendido e recompensado com as oportunidades que aparecerão”, ensina.

À primeira vista. Josh Plotkin, californiano, é economista e trabalhou na empresa da família. Insatisfeito, decidiu criar o próprio negócio, fora dos Estados Unidos. Foi trabalhar em uma fazenda no México. Turista no Brasil (ele conheceu nove Estados), sentiu uma coisa especial, a que chamamos ‘amor à primeira vista’, ao pisar em BH. Decidiu, então, morar aqui.

Atualmente, Plotkin é responsável por um blog que ajuda estrangeiros a se adaptar ao Brasil, o Brazilian Gringo. Bem oportuno, já que pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas mostra que 95% dos turistas que estiveram no Brasil na Copa do Mundo querem voltar.

Niall Doherty, 32, também elegeu Belo Horizonte como casa de temporada. Irlandês, é profissional da área de software e webdesign na internet, sendo também um nômade digital. Para ele, a cidade é aquela com qualidade de vida imbatível em comparação com outros do Brasil.

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