De todas as maneiras possíveis

Atriz conta que fazer comédia é algo novo em sua carreira profissional, mas gosta de enfrentar os desafios

iG Minas Gerais | luana borges |

Trajetória. Prestes a completar 20 anos de carreira na televisão, Taís conta com importantes papéis no currículo
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Trajetória. Prestes a completar 20 anos de carreira na televisão, Taís conta com importantes papéis no currículo

 

O bom humor de Taís Araújo salta aos olhos. Divertida e simpática, a atriz consegue imprimir esse mesmo carisma nas personagens que interpreta. Mesmo quando são perfis de papéis bem distintos. Basta olhar tipos como a vilã cômica Ellen, de “Cobras & Lagartos”, ou a romântica Preta, protagonista de “Da Cor do Pecado”. Atualmente na pele da jornalista Verônica, em “Geração Brasil”, Taís representa as emoções típicas de uma heroína romântica. Mas também flerta com a comédia, característica que acompanhou com mais força seus últimos trabalhos, como “Cheias de Charme”. “Fazer humor é muito novo na minha vida, estou tentando descobrir e lidar com isso. Não é fácil, mas eu gosto”, assume.   Os quase 20 anos de carreira na TV de Taís são permeados por personagens importantes. Entre eles, a protagonista de “Xica da Silva”, quando ainda tinha 17 anos, e a empreguete Penha, em “Cheias de Charme”. Traçar uma trajetória tão bem-sucedida, no entanto, nunca fez parte dos planos da atriz. “Quando olho para trás, eu falo: ‘Meu Deus, que sorte!’”, conta, aos risos.   Em “Geração Brasil”, Verônica é uma mulher do perfil batalhadora, que trabalha e cuida do filho sozinha. Qual foi seu norte para construir a personagem? Com a Verônica, eu queria trazer uma mulher normal, comum, aquela nossa vizinha do lado. Essa era a minha maior preocupação e o que eu mais queria imprimir na personagem. Acho que consegui.   Sua última novela, “Cheias de Charme”, foi assinada por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira e dirigida pela equipe de Denise Saraceni, assim como em “Geração Brasil”. O sucesso do trabalho anterior contribuiu para você aceitar participar do atual? Eu aceitei esse trabalho sem nem ler o que era. E acho que foi a mesma coisa para quem fez “Cheias de Charme”. A gente leu muito depois e fechou pela parceria mesmo, por acreditar nos autores e por ter tido uma experiência linda em “Cheias de Charme”.   Penha, sua personagem em “Cheias de Charme”, também era uma mulher batalhadora. Em algum momento, houve uma preocupação sua para não se repetir em cena na pele de Verônica? Em nenhum momento. Acho que são personagens completamente diferentes, apesar de serem duas mulheres populares. É outra história. Não encontrei nenhuma similaridade entre elas. Mas acho que as pessoas ficaram um pouco com medo, sim.   Que pessoas? A direção. Às vezes, eu apontava para um caminho e eles falavam algo nesse sentido. Mas eu tinha tanta certeza de que não eram papéis parecidos, de que as minhas referências eram outras.   Quais foram essas referências? As heroínas de comédia romântica. Peguei desde Bridget Jones (do filme “O Diário de Bridget Jones”) a Erin Brockovich (do filme “Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento”), pela coisa mais investigativa. As minhas referências eram tão outras, que era impossível ficar igual. Claro que é a mesma atriz que está fazendo e “Cheias de Charme” é um trabalho recente. Mas eu tinha muita certeza do caminho e que não era o mesmo caminho da Penha. Era mais da comédia romântica mesmo.   Essa certeza deixou você mais à vontade para viver a personagem? Na verdade, me deu um norte. À vontade, a gente nunca fica até que estreia. Hoje, posso dizer que estou mais à vontade. Quer dizer, nem tão à vontade.   Como assim? Como eu sabia que, em algum momento, a heroína romântica ia chegar, botei os dois pés na comédia no início. Foquei na comédia para depois ter mais esse ingrediente na hora de fazer o drama. Quando apareceu a heroína romântica na Verônica, pensei: “E agora, o que eu faço?”. Aí, dá mais uma insegurança. Você tem de pegar aquilo que já tinha construído e adicionar essa fórmula mais tradicional de heroína de novela. Mas é legal porque nisso você enriquece.

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