TCE diz que viúva se licenciou e não tem impedimento para ser vice

O deputado Beto Albuquerque, também cotado para ser vice de Marina Silva, disse que, se Renata quiser ser vice, ela vai ser

iG Minas Gerais | Da redação |

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Um dos cotados para a vaga de vice na chapa de Marina Silva, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) afirmou neste sábado (16) que Renata Campos poderá ser a vice caso ela queira.

"Se quiser [ser vice], vai ser", disse o deputado ao sair da casa da família de Eduardo Campos, no Recife. Contudo, Albuquerque afirmou que não tocou no assunto em conversa com a viúva de Campos.

Membros do PSB que visitaram a casa da família de Campos reafirmaram que a decisão sobre a composição da chapa será tomada numa reunião da Executiva na próxima quarta-feira (20), em Brasília.

Sem impedimento

As informações iniciais eram de que Renata ainda não havia se licenciado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e, portanto, não poderia ser vice na chapa do PSB que concorre à Presidência da República. No entanto, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o presidente do TCE de Pernambuco, Valdecir Paschoal, afirmou que Renata Campos está licenciada do cargo de auditora. Pelas regras eleitorais, servidores públicos podem ser candidatos desde que se afastem com antecedência mínima de três meses da eleição, que é o caso de Renata.

O presidente do tribunal de contas confirmou que Renata não trabalhou nenhum dia nos últimos quatro meses. "Ela não trabalhou nenhum dia. Tirou uma licença gestante e, em ato contínuo, férias", disse. Um dos conselheiros do TCE ouvidos pelo Estado afirmou que Renata, nessa condição, está apta a se candidatar na chapa com Marina caso queira.

O nome de Renata vem sendo cogitado por aliados de Marina Silva, a provável sucessora de Eduardo Campos, para ser vice na chapa. Com 45 anos de idade, a viúva é filiada ao PSB desde 1991. Pela legislação eleitoral brasileira, uma pessoa pode disputar uma eleição desde que esteja filiada a partido político.

O prazo para registro de candidaturas foi encerrado em julho. Mas a lei prevê exceções. Uma delas é no caso de morte de candidato. Nessa circunstância, a mudança tem de ser feita em até dez dias do fato.

Pessoas próximas a Renata, contudo, não consideram que ela aceitaria um convite para assumir a vaga de vice por causa dos cinco filhos. Renata acompanhava Eduardo Campos em reuniões políticas e viagens e sempre opinava sobre as decisões estratégicas da campanha. Após a morte do marido, Renata ainda não deu nenhuma declaração pública.

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