Corpos deixam IML em direção ao aeroporto de Guarulhos

As famílias devem se deslocar para a base aérea de Recife entre 20h e 21h para receber os restos mortais das vítimas; a previsão é que o enterro das vítimas ocorra no domingo

iG Minas Gerais | Da redação |

Em comboio, os restos mortais das sete vítimas do acidente que matou o candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) deixam o IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo e se encaminham para a base aérea em Guarulhos.

Os restos mortais das sete vítimas deixaram o IML em carros funerários separados. A comitiva que se dirige à Base Aérea de Cumbica é acompanhada por veículos da Polícia Militar e de familiares dos mortos.

Na saída do IML, em torno de 20 pessoas acompanharam a liberação dos corpos e aplaudiram a comitiva entoando o coro: "Se sente, Eduardo está presente".

Três aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) vão transportar os corpos. Quatro deles, entre eles o de Campos, serão levados para Recife (PE), onde vai ocorrer o velório das vítimas. As famílias devem se deslocar para a base aérea de Recife entre 20h e 21h para receber os restos mortais das vítimas. A previsão é que o enterro das vítimas ocorra no domingo (16).

Acidente 

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, de 49 anos, morreu na quarta (13) em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio e caiu em área residencial. Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas. Os restos mortais removidos do local do acidente chegaram na noite de quarta na unidade do IML (Instituto Médico Legal) na rua Teodoro Sampaio, no bairro Pinheiros, em São Paulo. A Aeronáutica investiga a queda.

Governador de Pernambuco por dois mandatos, ministro na gestão Lula, presidente do PSB e ex-deputado federal, Campos estava em terceiro lugar na corrida ao Planalto, com 8% no Datafolha. Conciliador, era considerado um expoente da nova geração da política.

Candidata

O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente na próxima quarta-feira (20). O novo presidente da sigla, Roberto Amaral, prometeu a Marina que ela não precisará permanecer no partido caso seja eleita.

O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato ao Senado, é o mais cotado para a vaga. Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias e afirmou que o acidente "tirou a vida de um jovem político promissor". Também presidenciável, Aécio Neves (PSDB) disse ter perdido um amigo.

Marina declarou que guardará dele a imagem de "alegria" e "sonhos". Campos morreu num 13 de agosto, mesmo dia da morte do avô, o também ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Campos deixa mulher, Renata Campos, e cinco filhos, o mais novo nascido em janeiro. "Não estava no script", disse Renata.

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