Identificação genética dos corpos já foi encerrada

Deputado federal Júlio Delgado disse que a liberação dos corpos depende da emissão de atestados de óbito que devem ser expedidas pelo IML de Santos, onde ocorreram as mortes

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo, o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) afirmou que a identificação genética das vítimas do acidente que matou o candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB) já foi encerrada.

Segundo o deputado, a liberação dos corpos depende da emissão de atestados de óbito que devem ser expedidas pelo IML de Santos, onde ocorreram as mortes. Os restos mortais das sete vítimas devem liberados neste sábado (16).

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito de Recife, Geraldo Julio (PSB), Rodrigo Molina, sobrinho de Eduardo Campos, e outros parentes da vítima estão desde a manhã no IML da capital paulista.

ACIDENTE - O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, 49, morreu nessa quarta-feira (13) em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio e caiu em área residencial.

Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas. Os restos mortais removidos do local do acidente chegaram na noite de quarta na unidade do IML (Instituto Médico Legal) na rua Teodoro Sampaio, no bairro Pinheiros, em São Paulo. A Aeronáutica investiga a queda.

Governador de Pernambuco por dois mandatos, ministro na gestão Lula, presidente do PSB e ex-deputado federal, Campos estava em terceiro lugar na corrida ao Planalto, com 8% no Datafolha. Conciliador, era considerado um expoente da nova geração da política.

CANDIDATA - O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente na próxima quarta-feira (20). O novo presidente da sigla, Roberto Amaral, prometeu a Marina que ela não precisará permanecer no partido caso seja eleita.

O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato ao Senado, é o mais cotado para a vaga.

Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) decretou luto oficial de três dias e afirmou que o acidente "tirou a vida de um jovem político promissor". Também presidenciável, Aécio Neves (PSDB) disse ter perdido um amigo.

Marina declarou que guardará dele a imagem de "alegria" e "sonhos". Campos morreu num 13 de agosto, mesmo dia da morte do avô, o também ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Campos deixa mulher, Renata Campos, e cinco filhos, o mais novo nascido em janeiro. "Não estava no script", disse Renata. 

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