A central de controle do apetite

iG Minas Gerais |

NOVA YORK. Uma explicação para o fato de as cobaias terem parado de comer poderia ser a de que os animais estivessem ansiosos ou assustados e assim pararam de comer. Os pesquisadores tomaram uma série de medidas para excluir essa possibilidade.

Também estabeleceram que esse grupo de neurônios era igualmente ativado por gostos ruins e indisposição visceral (náusea), duas condições que fizeram os camundongos parar de comer. De acordo com Anderson, a conclusão era de que esse pequeno grupo de neurônios poderia ser uma central de controle do apetite. Esses neurônios inibem comportamentos. Assim, quando os pesquisadores os ativaram, o apetite foi desligado. Os cientistas também conseguiram ligar o apetite, impedindo que os neurônios enviassem sinais. Para tal, usaram um tipo diferente de manipulação genética e outro comprimento de onda de luz.

Outra visão. Richard D. Palmiter, neurocientista da Universidade de Washington que também estudou como o cérebro controla o comportamento alimentar, afirmou que “provavelmente esses neurônios na amígdala ajudam um animal a evitar alimentos tóxicos ou desagradáveis”. Segundo ele, existem muitas outras formas pelas quais o cérebro regula o apetite e a alimentação.

Anderson afirmou que as pessoas podem muito bem ter uma rede semelhante para controlar o apetite em local similar, o que seria intrigante porque a amígdala está fortemente associada à emoção, principalmente ao medo e à ansiedade. Apetite e emoções estão certamente ligados e é empolgante a chance de descobrir algo sobre tais conexões em termos de circuitos cerebrais.

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