Oposição trava a pauta, e projetos ficam parados

Última sessão da semana foi marcada por bate-boca e discussão

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Quente.  Sessão de anteontem foi tumultuada, com cinco horas de duração e fim por falta de quórum
Mila Milowski / CMBH
Quente. Sessão de anteontem foi tumultuada, com cinco horas de duração e fim por falta de quórum

Sem votar nenhum projeto nas dez sessões deste mês, vereadores da base e da oposição permanecem sem acordo sobre os projetos que estão na pauta da Câmara. Parlamentares da oposição (PT, PMDB e PCdoB) prometem continuar travando a pauta na próxima sessão, marcada para segunda-feira.

A sessão em plenário de anteontem, antes do feriado, foi marcada por bate-boca e acusações e acabou esvaziada após cinco horas de discussões. Os vereadores deixaram o plenário sem que um acordo fosse costurado.

“Em 22 anos de Câmara, nunca vi uma sessão tão tumultuada”, disse Ronaldo Gontijo (PPS), que integra a base de apoio do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Ele descreve que os vereadores da oposição usaram “todos os artifícios do regimento interno” para obstruir a votação de dois projetos que estão incluídos na pauta.

Um deles autoriza a Prefeitura a conceder descontos para cidadãos que tenham dívidas com o município. O abatimento no valor pode chegar a 90%, dependendo do caso e se o pagamento for feito à vista, e a proposta é classificada pelo Executivo como uma forma de salvar o caixa da prefeitura, que sofre com falta de arrecadação.

“O prefeito é obrigado a apresentar o impacto financeiro desse projeto, mas isso não aconteceu”, argumenta o vereador Adriano Ventura (PT), que defende que sua bancada continue a obstruir as votações.

O outro projeto que tem causado polêmica entre base e oposição é o que cria o “Serviço Social Autônomo” do Hospital do Barreiro. “É um novo modelo de gestão do hospital”, explica Gontijo. “A prefeitura quer inaugurar a primeira etapa da obra em abril do ano que vem. Com essa atitude, a oposição protela a inauguração do hospital”, acusa o vereador.

Ventura, no entanto, tem outra opinião. “Esse tipo de sistema já existe em outros Estados e não deu certo. O Conselho Municipal de Saúde pediu para que haja mais discussão sobre o projeto, mas a prefeitura quer votar a toque de caixa”, afirmou o petista.

Na pauta

Proposições. Estão na pauta da sessão de segunda 36 projetos. Outro fator que afeta a Câmara é a campanha eleitoral. Dos 41 vereadores, quase a metade se candidatou neste ano.

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