Grande encontro com o público

Cantor traz a Belo Horizonte, no próximo sábado (23), o show “Voz e Violão”

iG Minas Gerais | Jessica Almeida |

Em seu canal no YouTube, Geraldo Azevedo dá videoaulas para fãs interessados em aprender a tocar suas músicas
Dário Gabriel/Divulgação
Em seu canal no YouTube, Geraldo Azevedo dá videoaulas para fãs interessados em aprender a tocar suas músicas

Sem qualquer tipo de roteiro, repertório definido ou mesmo outros músicos dividindo o palco, apenas com seu violão e a bagagem que carrega em mais de 40 anos de estrada Geraldo Azevedo, 69, traz a Belo Horizonte, no próximo sábado (23), o show “Voz e Violão”. No entanto, ao contrário do que possa parecer, não é um momento solitário vivido pelo pernambucano (de Petrolina). É o seu “grande encontro” com o público.

“Gosto bastante desse formato de show. Vou conduzindo o repertório de acordo com a vibração da plateia. Somos eu, meu violão e um coral inteiro cantando junto” diz. Segundo ele, o resultado é uma sensação de conforto e conexão. “Me dou ao direito de cantar o que quiser. O repertório vem na hora. Isso é bom. Cria uma sintonia boa com o público, que está sempre próximo de mim, seja no ‘Voz e Violão’, seja no Carnaval de Recife”, completa.

Embora seja personalizado e construído na hora, o repertório não deve deixar de fora sucessos como “Táxi Lunar”, “Dia Branco” e “Bicho de 7 Cabeças”. “Costumo apresentar também alguma coisa de Vinicius de Moraes ou Chico César. Posso também cantar inéditas ou atender a pedidos da plateia”, detalha.

Parceiros

A trajetória solo de Azevedo caminha junto com parcerias célebres, como a que consolidou ao lado de Zé Ramalho, Alceu Valença e Elba Ramalho em “O Grande Encontro”. Mesmo sem planos de novos discos juntos (o último “O Grande Encontro”, já sem Alceu, é de 2000), ele ainda mantém proximidade com os parceiros. Seja no show “Um Encontro Inesquecível”, em que roda o Brasil com Elba, seja fazendo uma participação especial ao lado dela e de Alceu no programa “Música Boa”, do Multshow.

“Alceu, Zé e Elba são como irmãos. Temos afinidade musical e histórias de vida parecidas. Todos saímos do Nordeste e viemos para o Rio de Janeiro no final dos anos 1960 e início dos 1970 para tentarmos nos estabelecer na música. Graças a Deus, conseguimos. São pessoas importantes para minha carreira, assim como são para minha vida”, declara.

Inéditos

Com seus últimos registros lançados em 2011 – o CD e DVD “Salve São Francisco”, em que convidou vários parceiros para homenagear o rio em questão, e o CD com o poeta baiano “Assunção de Maria e Geraldo Azevedo” – o pernambucano diz que, de lá pra cá, já produziu o suficiente para vários novos trabalhos.

“Estou tentando patrocínio para gravar um CD de inéditas e já tenho composições até para mais de um. Também quero gravar um DVD de frevo e ainda tenho material para o ‘Salve São Francisco 2’”, revela.

Geraldo Azevedo - show Voz e Violão

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dia 23 (sábado), às 21h. R$ 80 (plateias 1 e 2, inteira) e R$ 60 (plateia superior, inteira)

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