PSB inicia consulta sobre Marina

Partido realizou reunião ontem à noite para tentar definir chapa que vai substituir Campos

iG Minas Gerais |

Especulação? Nome de Renata Campos foi ventilado, mas dificilmente ela deixaria a família sozinha
PSB/Divulgação
Especulação? Nome de Renata Campos foi ventilado, mas dificilmente ela deixaria a família sozinha

BRASÍLIA, RECIFE e SÃO PAULO. O presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou ontem que o mais provável é que Marina Silva seja a candidata do partido à Presidência da República, no lugar de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na última quarta-feira. Em São Paulo, a ex-senadora deu aval à cúpula do PSB para que se faça uma consulta entre os dirigentes do partido a respeito do nome dela como candidata à Presidência.

Informalmente, essa consulta já estava sendo feita desde o dia seguinte à morte de Campos, com senadores, congressistas e lideranças regionais. “O mais provável é que Marina seja a candidata”, disse Amaral, que negou ter resistências ao nome da ex-senadora. Ontem à noite, a cúpula do partido se reuniu para tentar definir a nova chapa. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia terminado.

O PSB estaria dividido quanto ao nome do novo candidato a vice. Enquanto a ala pernambucana não quer perder peso na legenda, socialistas mais pragmáticos advogam por um candidato do Sudeste que possa agregar votos nos maiores colégios eleitorais do país.

Ligados ao ex-governador do Estado e à sua família, integrantes do PSB de Pernambuco têm defendido nomes da região para acompanhar Marina na disputa, dentre eles o do coordenador da campanha socialista Maurício Rands e o do ex-ministro Fernando Bezerra, que disputa uma vaga no Senado.

A própria viúva de Campos, Renata, chegou a ser apontada como uma possível candidata a vice. No entanto, além de provavelmente não deixar a família neste momento, Renata não se licenciou do cargo no Tribunal de Contas de Pernambuco.

Já parte da cúpula do PSB sustenta que seria importante ter um nome consistente do Sudeste para garantir uma chapa forte. Segundo uma fonte, foram feitas inclusive avaliações junto ao eleitorado por consultas telefônicas que mostraram a importância de ter um pé fincado nas regiões com maior densidade eleitoral no país. Nesse quadro, fala-se na ex-prefeita Luiz Erundina (SP) e no presidente do PSB de Minas e deputado Júlio Delgado como possibilidades. Outros nomes, como o do irmão de Campos, Antônio Campos, e o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque também são ventilados (veja infografia).

PHS, PRP, PSL e PPL, os partidos nanicos da coligação entre Eduardo Campos e Marina Silva, reclamam de estar sendo preteridos das discussões sobre o futuro da chapa e organizam uma reunião domingo no Recife em busca de uma posição conjunta sobre os nomes que devem assumir a cabeça da chapa e a vice.

“Financial Times”

Dúvida. O jornal britânico “Financial Times” publicou matéria sobre a morte de Campos. A publicação diz que Marina silva “tem maior chance de derrotar Dilma Rousseff”.

Economia. Porém, o jornal questionou como Marina Silva lidaria com a economia se eleita presidente.

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