Greenpeace fez o anúncio com Dilma e Alckmin juntos

ONG pode ser alvo de inquérito policial porque cometeu diversos delitos, como falsidade ideológica e propaganda eleitoral irregular

iG Minas Gerais | Da Redação |

Greenpeace pode ser alvo de inquérito policial por juntar Dilma e Alckmin em cartaz
Greenpeace/Divulgação
Greenpeace pode ser alvo de inquérito policial por juntar Dilma e Alckmin em cartaz
É do Greenpeace, ONG conhecida por ações midiáticas de defesa do meio ambiente, a autoria dos cerca de 100 cartazes espalhados por pontos de ônibus da cidade de São Paulo em que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem juntos. Candidatos à reeleição, Dilma e Alckmin são filiados a partidos adversários no plano nacional e estadual. A peça estampa as logomarcas dos governos federal e estadual e dá a entender que, tanto a presidente quanto o governador, são responsáveis por dobrar a extensão das linhas de metrô em São Paulo até o fim de 2014. “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”, diz o texto disposto acima das fotos de Alckmin e Dilma, conforme mostrou ontem o jornal Folha de S. Paulo. Os cartazes foram espalhados por 100 pontos de ônibus das regiões da Avenida Paulista, do Ibirapuera e na Vila Madalena. O advogado Silvio Salata, consultor da comissão nacional de Direito Eleitoral da OAB, disse que a ONG pode ser alvo de inquérito policial porque cometeu diversos delitos, como falsidade ideológica e propaganda eleitoral irregular. “O autor colocou uma coisa absolutamente falsa, com a marca dos governos e juntou dois candidatos que estão em polos opostos”, disse. A campanha de Alckmin afirmou que vai processar os autores dos cartazes. Pela legislação eleitoral brasileira, candidatos à reeleição não podem ter suas imagens vinculadas a propagandas institucionais. A ação, classificada pela coordenadora da campanha de transportes do Greenpeace, Bárbara Rubim, de “intervenção urbana”, consistiu na colocação dos cartazes de protesto por cima dos originais, de publicidade paga. “A ideia era gerar estranhamento mesmo”, disse. Ela nega que a ONG tenha cometido crime eleitoral, mas assume que o anúncio é falso. Segundo ela, trata-se de um protesto pelo não cumprimento de promessas feitas durante a campanha passada. “Faz-se de tudo para conseguir os votos dos eleitores e, depois das urnas, as ideias são abandonadas ”, disse. Ela ironizou o fato de o governo estadual negar a autoria dos cartazes, mas não citar a promessa não cumprida. A concepção dos cartazes é de autoria da própria ONG. Não houve, segundo Bárbara, contratação da Ótima, concessionária que administra publicidade nos os pontos de ônibus em São Paulo. A empresa não autorizou seus clientes a divulgar o conteúdo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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