Mulher casada forja sequestro após passar a noite com o seu psiquiatra

Caso aconteceu em Divinópolis nessa quinta; dona de casa contou ao marido e à polícia que foi rendida por dois homens

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Uma mulher de 31 anos pode responder por falsa comunicação de crime após supostamente ter forjado o próprio sequestro, nessa quinta-feira (14), em Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado. A dona de casa teria passado a noite em companhia do seu psiquiatra, mas disse ao marido que foi sequestrada por dois homens. A história teria sido inventada com a ajuda de duas amigas.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o companheiro da mulher entrou em contato com a corporação informando que a mulher havia saído de casa para ir até um bar com as amigas, mas até as 3h não tinha retornado. Preocupado com a companheira, o homem entrou em contato com as duas mulheres, que a princípio disseram que não estavam com a dona de casa.

Enquanto a mulher era procurada pela polícia e pelo marido, as duas amigas deduziram que ela estivesse com o psiquiatra com quem faz tratamento. As jovens foram até a clínica do homem, localizada na avenida Getúlio Vargas, onde encontraram o carro da “vítima” estacionado. Sabendo que a polícia já estava à procura da mulher, as comparsas retiraram as placas do veículo para que ele não fosse identificado como sendo dela.

Horas depois, a mulher entrou em contato com as colegas e disse que estava na BR-494, em Marilândia, na mesma região. As amigas foram até o local indicado e encontraram a dona de casa no carro do médico. Ainda conforme informações delas, os dois estavam com sinas de embriaguez.

Tentando ajudar, as amigas tiraram a jovem do carro e combinaram que ela diria ao marido que havia sido sequestrada e abandonada na rodovia. Após arquitetar o plano, a dupla deixou a mulher sozinha na estrada e, nesse momento, ela entrou em contato com o marido contando o que havia acontecido. Policias estiveram na BR-494, onde a mulher aguardava ser resgatada. Ainda conforme o boletim, ela estava muito agitada e confusa. Ela, que faz uso de remédios controlados e bebida, foi levada para casa. Já as amigas foram encaminhadas à delegacia, onde prestaram esclarecimentos e foram liberadas. Elas também podem responder por falsa comunicação de crime.

“Sequestrada” contou detalhes do crime

Para o marido e a polícia, a mulher disse que estava em um bar com as amigas quando resolver ir embora sozinha em seu carro. Na versão dela, ao chegar no veículo, foi abordada por um homem que pediu dinheiro, mas ela se recusou a entregar a doação. O morador de rua teria ido embora, mas, minutos depois, voltou com um outro homem e, simulando estar armado, ordenou que a “vítima” entrasse no carro.

Eles teriam rodado com a dona de casa pelas ruas da cidade e, em seguida, ela foi transferida para um outro carro, que seria de um amigo do morador de rua. Durante o trajeto até a BR-494, os homens teria obrigado a mulher a ingerir bebidas. A dona de casa contou que os “sequestradores” a abandonaram e fugiram levando dinheiro e joias. Porém, todos os pertences pessoais dela foram encontrados no carro de uma das amigas que ajudou a planejar o crime.

Mobilização da polícia

Além da Polícia Militar, a Polícia Federal também foi mobilizada para tentar localizar a mulher. O marido da dona de casa é gerente de um banco e, a princípio, ele pensou que o crime poderia ter relação com a sua profissão. Ainda não há previsão de quando a jovem será ouvida, pois está sob o efeito de remédios. 

A pena para comunicação falsa de crime pode chegar a seis meses de detenção.

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