Estoque do único banco de leite do Norte de Minas é insuficiente

O estoque abastece pelo menos três hospitais de Montes Claros, além de outras cidades da região e mães que procuram quando precisam, mas, atualmente, mantém apenas uma média de oito litros de leite por semana; o ideal seriam 25 litros

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Ministério da Saúde destaca trabalho da Maternidade Municipal de Contagem
ARQUIVO STOCKSPERT/DIVULGAÇÃO
Ministério da Saúde destaca trabalho da Maternidade Municipal de Contagem

O único banco de leite humano do Norte de Minas fica em Montes Claros e é responsável por abastecer, além do Hospital Aroldo Tourinho, onde é instalado, a Santa Casa da cidade e o Hospital Universitário. No entanto, dependendo da demanda, o banco de leite também atende a mães que o solicitam, a bebês órfãos da região e a hospitais de cidades do Norte do Estado, como Janaúba, que acionam o estoque sempre que necessário.

O problema é que, atualmente, o banco de leite de Montes Claros está com o estoque extremamente baixo e os poucos litros que mantém têm que ser divididos entre os bebês que estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). “Infelizmente temos que selecionar os casos mais urgentes para amamentar com o estoque atual. Então, damos preferência aos bebês da UTI, que ainda não tem peso suficiente para sobreviver sem a amamentação necessária”, conta a técnica de enfermagem do Hospital Aroldo Tourinho, Inária Alves.

O estoque atual gira em torno de apenas oito litros de leite por semana, mantido por apenas 12 doadoras. Ainda de acordo com Alves, o estoque ideal teria que ser mantido por cerca de 40 doadoras e gerado uma média de leite semanal de 25 litros.  A demanda se concentra principalmente no Hospital Universitário e na Santa Casa que, juntos, têm 20 leitos de bebês em situação de risco. O ideal seria que eles mamassem de duas em duas horas. Mas a baixa no estoque dificulta este ideal.

No banco de leite de Montes Claros, as doações passam pelo processo de pasteurização, análise de um bioquímico para identificar possíveis bactéricas, controle de qualidade e, só então, é utilizado na amamentação dos bebês. Para doar, a mãe passa por diversos exames a partir do último trimestre de gestação como exame de hepatite, HIV, VDRL e, recentemente, também começaram a passar pelo exame que identifica a doença de Chagas.

O leite materno é essencial nos primeiros meses de vida do bebê por conter vitaminas, minerais, gorduras e proteínas ideais para o organismo da criança, que não poderiam ser encontrados da mesma forma no leite da vaca, por exemplo. Mas, infelizmente, nem todo bebê tem a sorte de ter uma mãe para amamentá-lo na primeira fase da vida e, neste caso, a solução é recorrer ao banco de leite, um estoque do leite materno para amamentar bebês cujo as mães não possuem leite o suficiente ou órfãos.

Para isso, é necessário que as mães que não têm esse problema doem seu leite em um ato de amor e solidariedade. Qualquer gestante ou mãe é habilitada e pode doar seu leite ao banco de leite do hospital Aroldo Tourinho. Para se cadastrar, é só entrar em contato com a unidade pelos números (38) 2101-4062 ou (38) 2101-4034.

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