José Eugênio Monteiro de Castro

Presidente da Metrominas

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Como está o andamento do projeto executivo do metrô?

A Caixa Econômica Federal fez várias solicitações de detalhamento de custos, e estamos entregando o último agora. Se não for pedido mais nada, será concluído. É normal ocorrer isso porque é um projeto de 10 mil páginas, 30 itens e 306 subitens.

O que falta para começarem as obras das linhas 1 e 2?

O que estamos aguardando é que o governo federal passe os poderes e o patrimônio da CBTU para a Metrominas. Tem mais de dois anos que mandamos a minuta do convênio. Só depois que você é dono é que faz a reforma da sua casa.

Quando a Metrominas assumir o metrô, a operação será concedida para o parceiro privado e a tarifa vai aumentar?

Vamos estudar um edital de licitação da operação e especificar a tarifa e o serviço. A Metrominas vai ser uma fiscalizadora. O cálculo para reajuste da tarifa vai considerar, além da inflação, a pontuação da empresa no serviço prestado. A tarifa praticada hoje está parada há mais de cinco anos, não é uma tarifa real. Se a tarifa dobrar, em uma hipótese, o usuário terá o dobro de segurança e conforto.

Sem condições de se manter, o passivo do metrô pode ser visto como empecilho para os investidores?

A Metrominas não vai herdar o passivo da CBTU. A tarifa não irá remunerar o sistema nos primeiros 20 anos, por causa do investimento do parceiro privado, mas o Estado vai entrar com uma contrapartida na operação.

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