Avenidas são alvos de roubos

Audiência debateu aumento de assaltos nas avenidas Raja Gabaglia e Nossa Senhora do Carmo

iG Minas Gerais |

Audiência pública ontem discutir assaltos nas avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabaglia
Divulgação/CMBH
Audiência pública ontem discutir assaltos nas avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabaglia

Os moradores do entorno das avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabaglia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, sofrem com assaltos constantes. Tanto pedestres como motoristas e usuários do transporte público se tornaram alvos dos roubos, que acontecem principalmente nas duas vias de maior movimento. Na manhã desta quinta, as reclamações recebidas por vereadores da capital foram apresentadas à Polícia Civil e a representantes da prefeitura durante uma audiência na Câmara Municipal. Apesar das queixas, não foram apresentadas estatísticas de crimes na região. Associações de moradores também participaram do encontro.  

De acordo com o delegado Henrique Canêdo, da 1º Delegacia Sul, os assaltos acontecem, principalmente, com abordagens a pedestres e a usuários do transportes coletivo. Em outra modalidade de roubo, motoqueiros costumam assaltar motoristas parados no sinal.

Segundo Canêdo, a maioria dos envolvidos vem do aglomerado Morro do Papagaio, e o que impulsiona a prática é a facilidade de fuga para dentro do aglomerado.

“Na (avenida) Nossa Senhora do Carmo, por exemplo, temos vários pontos mapeados. No trevo do Belvedere acontece muito e no entorno do supermercado Verdemar. Mas, quando há um alto índice de crimes no local, o efetivo da Polícia Militar é aumentado, e, consequentemente, esses indivíduos passam a atuar em outros pontos”, explicou o delegado.

Modalidade. Um dos tipos de roubos mais comuns na área das avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabaglia vitima passageiros dos coletivos que passam pelas vias. De acordo com o delegado Canêdo, os assaltantes embarcam nos ônibus quando estão se aproximando dos aglomerados que margeiam as avenidas, praticam o roubo e fogem rumo às comunidades.

O comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Eucles Figueiredo Honorato Júnior, confirma a dificuldade de entrar nas rotas de fuga. “Para entrar nos aglomerados, seria preciso uma operação complexa e com efetivo muito grande, o que dificulta a nossa atuação nesses casos”.

O militar destacou que os crimes acontecem com maior frequência entre 11h e as 23h. Para a Polícia Civil, o período mais crítico ocorre durante o horário de pico.

Raio X

Bairros. A avenida Nossa Senhora do Carmo é margeada pelos bairros Sion e São Pedro, e a Raja Gabaglia, pelo Cidade Jardim, Luxemburgo, São Bento, Santa Lúcia e Coração de Jesus.

Saiba mais

Ausência. A Polícia Militar não enviou representantes para a reunião. A reportagem entrou em contato com assessoria institucional da corporação para entender a ausência, mas não havia ninguém disponível para fornecer as informações.

Debate. Durante o debate, os participantes apontaram problemas como a demora no atendimento policial na região. O tenente-coronel Eucles Figueiredo Honorato Júnior, do 22º Batalhão de Polícia Militar, afirmou que o problema não é recorrente, mas pode acontecer em horários de pico.

Trecho com incidência de crime não tem câmeras do Olho Vivo

A possibilidade de identificar os assaltantes com a ajuda de câmeras do sistema Olho Vivo foi um dos temas discutidos na audiência nesta quinta. De acordo com a Polícia Militar (PM), não existe nenhuma câmera instalada ao longo das duas avenidas. A Polícia Civil afirmou que as imagens poderiam ajudar nas investigações e até no mapeamento dos envolvidos nesse tipo de crime. “Além da importância de esses equipamentos estarem nas ruas, também era importante que essas imagens viessem em alta resolução”, explicou o delegado Henrique Canêdo. O vereador Joel Moreira (PTC) recebeu o pedido dos delegados e informou que vai tentar intermediar na prefeitura a possível instalação desses equipamentos. O Executivo alegou que a PM é a responsável pelo sistema de segurança. Sem informações sobre a instalação dos equipamentos, o tenente-coronel da PM Eucles Figueiredo Honorato Júnior explicou que no trecho existem somente câmeras da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Relembre casos recentes de violência

Raja Gabaglia. Um idoso morreu depois de ser baleado, no dia 19 de julho deste ano, na avenida Raja Gabaglia. Ele dirigia pela avenida quando foi atingido. A suspeita é que ele tenha sido vítima de uma bala perdida ou de uma tentativa de assalto. Rolex. Em maio deste ano, um advogado também foi baleado em uma tentativa de assalto. Ele estava na avenida Nossa Senhora do Carmo quando parou em um sinal e foi abordado por um motociclista. O assaltante roubou um relógio Rolex e atirou nas pernas do homem antes de fugir. O advogado foi socorrido e sobreviveu. Taxista. Também em maio deste ano, um taxista foi agredido por um casal de passageiros, que o assaltou depois de uma corrida, nas proximidades da avenida Nossa Senhora do Carmo. O casal embarcou no veículo na região da Savassi e pediu ao motorista que o levasse até uma boate no bairro São Pedro. Eles levaram R$ 180, o celular e a frente do som do carro da vítima. Em seguida, agrediram o homem com uma marreta. Os dois envolvidos foram presos.

Saiba mais Ausência. A Polícia Militar não enviou representantes para a reunião. A reportagem entrou em contato com assessoria institucional da corporação para entender a ausência, mas não havia ninguém disponível para fornecer as informações. Debate. Durante o debate, os participantes apontaram problemas como a demora no atendimento policial na região. O tenente-coronel Eucles Figueiredo Honorato Júnior, do 22º Batalhão de Polícia Militar, afirmou que o problema não é recorrente, mas pode acontecer em horários de pico.

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