Jazz brasileiro chega a Nova York pela segunda vez

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Abelita Mateus é um dos principais nomes nacionais que vai a NY
ELISEO CARDONA/divulgação
Abelita Mateus é um dos principais nomes nacionais que vai a NY

Pela segunda vez consecutiva, o Savassi Festival aterrissa também em Nova York. Entre os dias 7 e 12 de setembro, ao menos dez atrações diferentes vão reverberar o jazz por sete palcos montados em toda a cidade. Assim como no ano passado, a prioridade do festival é levar artistas brasileiros para o exterior. “Essa troca deu certo, porque lá fora os músicos de jazz brasileiros chegam bem perto da fonte do gênero, transitam por Nova York e New Orleans, têm contato com outros artistas e difundem sua música pra valer”, avalia Bruno Golgher, idealizador do festival.

Uma das principais atrações da edição norte-americana do Savassi Festival é a pianista Abelita Mateus, vencedora da etapa global do concurso Novos Talentos do Jazz. Instrumentista formada em piano clássico pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), a artista integra o grupo de jazz Família Mancini, tendo se apresentado em vários bares e restaurantes de São Paulo, além de Nova York. “Já fui para os Estados Unidos mostrar meu trabalho com a banda algumas vezes, mas agora é uma chance solo, dentro de um festival expressivo em que todos estarão de olho na música brasileira. Tocar em Nova York é mais importante do que no eixo Rio-São Paulo hoje em dia. Não só por ser exterior, mas por ter as maiores referências de jazz”, diz a pianista, que se apresenta no dia 10 de setembro, no Cornelia Street Cafe.

Outro destaque brasileiro que aterrissa em Nova York em breve é o pandeirista Túlio Araújo. Revelado dentro do próprio Savassi Festival, o artista mineiro se prepara para lançar no exterior seu segundo álbum autoral, intitulado “East” (Independente”). As influências das nove faixas do disco foram captadas no festival que agora o leva aos EUA. “O Savassi Festival praticamente me apadrinhou. Esse meu segundo disco foi completamente inspirado em um show que vi do pianista israelense Shai Maestro, no ano passado, no evento. Ou seja, vivenciei esse intercâmbio que o festival propõe e agora é só ansiedade para mostrar meu som lá fora”, diz.

Outras atrações brasileiras no Savassi Festival Nova York ficam por conta do pianista André Mehmari, que faz show ao lado de Chico Pinheiro, além do multi-instrumentista Egberto Gismonti, o violonista André Vasconcelos e o DJ Fausto, que prepara um set list especial de música dançante brasileira para agitar os intervalos dos shows.

Ampliação. Mesmo com problemas de patrocínios e captação de recursos, a ideia de Bruno Golgher é expandir o Savassi Festival, a partir do ano que vem. Em um primeiro momento, outros lugares públicos como a praça Duque de Caxias, no Santa Tereza, a praça Floriano Peixoto, no Santa Efigênia, e até mesmo a praça da Estação, no centro, podem se tornam cartões-postais do jazz.

“Essa ideia é para descentralizar o festival e, claro, propiciar às pessoas vivências novas e mais cômodas, em outros locais que possam até ser mais próximos de suas casas”, diz Golgher, que ainda não fez um planejamento de viabilidade da proposta e também não consultou a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para avaliar a possibilidade.

Além disso, o idealizador do festival pensa também em uma edição itinerante pelo interior de Minas Gerais, a princípio em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “Aí teremos que ver as questões de patrocínio, mas é uma vontade que o próprio festival pede, com inscrições cada vez mais crescentes de músicos do interior todos os anos, além de estrangeiros dos EUA, Uruguai, Chile e muitos outros”, completa Golgher.

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