Onda de assaltos a ônibus na 381 preocupa população

Segundo a Santa Edwiges, entre maio e agosto, foram registradas 58 ocorrências desse tipo de crime em Betim; 20 delas ocorreram no trecho que liga o Jardim Petrópolis ao Carrefour

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Alerta. 
Ponto mais perigoso seria próximo a shopping na BR–381
ALEX BRANDAO / O TEMPO
Alerta. Ponto mais perigoso seria próximo a shopping na BR–381

Uma onda de assaltos a ônibus na BR–381, em Betim, tem deixado motoristas e passageiros assustados. De acordo com a Santa Edwiges, empresa responsável pela operação dos coletivos do município, das 58 ocorrências desse tipo de crime registradas na cidade entre 1° de maio e 3 de agosto deste ano, 20 delas ocorreram no trecho que liga o bairro Jardim Petrópolis ao Carrefour, na divisa com Contagem.

A situação, segundo denúncias feitas à reportagem de O Tempo Betim, é ainda pior próximo a um shopping localizado às margens da rodovia, onde criminosos, fingindo ser passageiros, entram nos coletivos com o objetivo de cometer os crimes.

A proprietária de uma loja no centro de compras, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, contou à reportagem que, no último dia 2, os autores chegaram a efetuar três tiros para o alto para intimidar as vítimas. Por sorte, ninguém se feriu. “A situação está absurda. Os ladrões entram nos ônibus próximo ao shopping e, depois de um tempo de viagem, anunciam o assalto. Funcionárias minhas já tiveram celulares e até pagamentos roubados. Após o crime, eles obrigam o motorista a parar o veículo e fogem”, conta.

O que mais chama a atenção no caso é que os bandidos não se sentem intimidados nem com a presença de uma unidade do Tático da Polícia Militar que funciona 24 horas ao lado do centro de compras. “Os criminosos não se importam com isso, afinal, eles entram nos ônibus como passageiros”, frisa a empresária.

Assaltado mais de três vezes no expediente, um motorista, que também pediu para não ser identificado, diz que já não consegue mais trabalhar com tranquilidade. O medo de ser assaltado a cada vez que um novo passageiro entra no ônibus fez com que o motorista recorresse a remédios para continuar exercendo a profissão. “Basta ver alguém diferente no ônibus que a gente assusta. Tomo calmante, porque, senão, fico muito tenso”, relata.

Por causa dos crimes, a Santa Edwiges informou que se reúne constantemente com representantes das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal para pedir o reforço da segurança nos locais de maior incidência. A empresa ressaltou, ainda, que mensalmente são enviados os boletins ao Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER) e à Transbetim.

A Santa Edwiges também lamentou os crimes e se disse prejudicada. “Os usuários do transporte público têm buscado outros meios de transporte para seus deslocamentos. Além disso, em toda vez que há um assalto, toda a quantia do caixa é levada pelos bandidos”, ressaltou a empresa, ao frisar que todos os ônibus são dotados de câmeras de segurança.

Já a Transbetim informou que, para ajudar a coibir a criminalidade dentro das linha municipais, promove, periodicamente, reuniões com os representantes dos comandos das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, além da Guarda Municipal, e com membros do Conselho Tutelar e do Sindicato dos Rodoviários de Betim para que medidas cabíveis sejam tomadas, tanto de prevenção quanto de combate à violência. O DER não se pronunciou.

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