Sete pessoas são presas por extração e venda irregular de minério

Polícia Militar de Meio Ambiente de Sete Lagoas conseguiu desarticular que carregava caminhões em Nova Lima e levava carga para ser vendida em Sete Lagoas

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Responsáveis pela extração e transporte ilegais trabalham logo no início da manhã em terrenos no bairro Água Limpa, em Nova Lima
Alex de Jesus
Responsáveis pela extração e transporte ilegais trabalham logo no início da manhã em terrenos no bairro Água Limpa, em Nova Lima

Sete pessoas foram presas nesta quinta-feira (14), pela Polícia Militar (PM) de Meio Ambiente, em Sete Lagoas, na região Central do Estado, sob suspeita de integrar uma quadrilha especializada em extração e venda de minério de ferro. Além dos detidos, seis caminhões carregados carregados com mais de 120 toneladas de minério foram apreendidos. 

Denúncias anônimas ajudaram à polícia a desarticular o grupo. “Na últimas semana recebemos muitos telefonemas falando sobre as atividades irregulares em uma empresa de beneficiamento, localizada no bairro Barreiro de Cima, em Sete Lagoas. Em seguida, o setor de inteligência da PM de Meio Ambiente descobriu que a extração era realizada em outra cidade”, relatou o sargento Milton Geronimo, que comandou a operação.

As investigações apontaram que o minério era retirado de terrenos localizados no bairro Água Limpa, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em uma Área de Preservação Ambiental. Nesta quinta, militares montaram uma grande operação e acompanharam os seis veículos, que deixaram a cidade e seguiram em comboio. Os caminhoneiros só foram abordados em Sete Lagoas, quando entraram na empresa, localizada às margens da BR-040, e iriam finalizar a venda.

“Durante a interceptação, pedimos que fosse apresentado algum documento que comprovasse a regularização da venda. Como os caminhoneiros confessaram que não tinham nenhuma nota fiscal, ou qualquer tipo de documentação, ficou constatado que a atividade era irregular”, explicou o sargento que comandou a operação. Seis motoristas e o responsável pela empresa de beneficiamento - local onde o minério é tratado e depois oferecido a industrias - foram presos em flagrante. Todos irão responder pelo crime de usurpação de bem da União.

Os proprietários da empresa que estava comprando o material foram procurados pela polícia, mas alegaram que não tinham informações sobre o fato, em função de um problema no controle de frota. A reportagem de O Tempo também tentou contato com a empresa, no entanto, não obtivemos sucesso.

No primeiro momento, os motoristas confessaram que os caminhões eram carregados em Nova Lima e que o minério era vendido em Sete Lagoas. Porém, não quiseram passar o nome dos donos dos imóvel onde acontecia a extração.

Todos os detidos e o material apreendido foram deixados à cargo da Polícia Federal.

Mineração Clandestina

Em maio, os repórteres Bernardo Miranda e Luiza Muzzi, de O TEMPO, acompanharam e denunciaram a ação desse grupo. Os jornalistas acompanharam o processo da extração, iniciada ás 7h da manhã, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) Sul, no bairro residencial de Água Limpa, em Nova Lima.

Reportagem acompanhou o trajeto dos caminhoneiros, o mesmo feito pela PM de Meio Ambiente, nesta quinta-feira (14).  Na época, a matéria publicada apontava que a extração irregular era feita à luz do dia, sem placa  com o nome da empresa responsável nem informações alertando sobre os riscos incluídos em uma área de mineração.

 

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