Câmara discute aumento de assaltos na Raja e na Nossa Senhora do Carmo

Audiência Pública contou com a presenta de dois delegados e representantes da PBH, Guarda Municipal e BHTrans; Polícia Militar não enviou ninguém

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira (14)
Divulgação CMBH
Audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira (14)

Aconteceu, na manhã desta quinta-feira (14), uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) que discutiu o aumento do número de assaltos nas imediações das avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabáglia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Para a Polícia Civil (PC), existe a necessidade de instalação de mais câmeras de segurança na região.

Conforme a assessoria da Câmara, a reunião contou com a presença de dois representantes da Polícia Civil, um membro da Regional Centro-Sul, da Guarda Municipal, da BHTrans e da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A Polícia Militar (PM), apesar de ter sido convidada, não enviou nenhum representante para a audiência. 

Os delegados Henrique Canêdo de Castro e Leandro Alves Santos, que dividem as investigações policiais da avenida Nossa Senhora do Carmo, alegaram que desde o ano passado foi identificado que a via era uma área alvo de muitos crimes. Conforme eles, desde então é feito um trabalho conjunto com a PM e os números estão diminuindo, apesar de nenhum número ter sido apresentado, também de acordo com a CMBH.

Os delegados também afirmaram que existe a necessidade de instalação de mais câmeras do Olho Vivo e da melhoria da qualidade das imagens, para facilitar a identificação dos suspeitos. Os policiais ainda falaram que já tem uma lista atualizada de suspeitos, criminosos e receptadores de produtos furtados e roubados na área, sendo que a maior parte dos identificados teriam sido presos. 

O gerente de suporte regional da Guarda Municipal, Nacip Coelho de Souza, disse que em pouco tempo a corporação poderá auxiliar na segurança. "Em poucos meses, com a nova  Lei 13.022/2014, que autoriza o porte de arma de fogo por guardas municipais, poderemos atuar na segurança na região", afirmou.

Maria Odila de Matos, representante da BHTrans, disse que o policiamento não é função da empresa, porém, a utilização de semáforos em flash nas avenidas também auxiliam na segurança pública. O gerente regional de licenciamento e fiscalização integrada da PBH, Claudio Antônio Mendes, falou sobre a relação da violência e questões sociais, além da falta de efetivo e do descrédito da população para com as entidades públicas. 

"A PBH tem vários projetos sociais na região, atuando em várias frentes, como na fiscalização do comércio não licenciado e no acompanhamento da população de rua", garantiu o gerente. Durante a reunião, foi sugerida a criação de uma frente parlamentar de segurança pública além de um pedido de sugestões da PM para minimizar a violência, já que a corporação não esteve presente.

Pesquisa

O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte (Sincovaga-BH), que representa diversos supermercados da região Centro-Sul, também participou da audiência pública e apresentou o resultado de uma pesquisa de vitimização dos supermercados feita em julho, para saber como eles se sentem com relação à segurança.  O resultado apontou que 88% dos clientes acham que a criminalidade na capital mineira aumentou.