Atendimento na maternidade da Santa Casa de BH pode ser interrompido

Órgão enviou um ofício à Secretaria Municipal de Saúde colocando o dia 22 de agosto, como prazo limite para a realização de um novo contrato de prestação de serviço

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

O atendimento de urgência ginecológico da maternidade Hilda Brandão, do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte, pode ser interrompido, nos próximos oito dias, caso não seja firmado um novo contrato junto à prefeitura, governo do Estado e Ministério da Saúde. O órgão enviou um ofício à Secretaria Municipal de Saúde colocando o dia 22 de agosto, como prazo limite para a realização de um novo contrato de prestação de serviço.

Há mais de um ano, a maternidade amarga prejuízos que chegam a R$ 1 milhão por mês, segundo o superintendente de Planejamento, Finanças e Recursos Humanos da instituição, Gonçalo de Abreu Barbosa. Em junho deste ano, ele chegou a anunciar que não seria possível mais realizar atendimentos a partir de setembro de 2014.

De acordo com Barbosa, são realizados entre 300 e 350 partos mensais – uma média de mais de dez partos por dia –, em sua maioria, atendimentos de risco, já que a Santa Casa é especializada nesta área e conta com profissionais e equipamentos necessários. Para não prejudicar os pacientes e funcionários, o grupo está em atraso com os fornecedores e tem recorrido a empréstimos bancários.

Atualmente, a Santa Casa recebe R$ 20 milhões do Ministério da Saúde, responsável pela manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS), mas o gasto geral gira em torno de R$ 25 milhões, para arcar com as 3.500 cirurgias mensais, atendimentos a 1.085 leitos e internações no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas a pasta ainda não se manifestou sobre o caso. 

 

 

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