Coreia do Norte lança projéteis ao mar durante visita de papa a Seul

O regime comunista de Kim Jong-un realizou os lançamentos entre as 9h30 e 9h55 (local, 22h30 e 22h55 em Brasília); o método é utilizado regularmente para demonstrar o descontentamento e ameaçar Seul e seus aliados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Francisco é o 1º papa a visitar uma igreja evangélica pentecostal
Francisco é o 1º papa a visitar uma igreja evangélica pentecostal

A Coreia do Norte disparou nesta quinta-feira (14) em direção ao mar três mísseis de curto alcance, um método que o regime de Pyongyang utiliza regularmente para demonstrar o descontentamento e ameaçar Seul e seus aliados.

Também nesta quinta, o papa Francisco desembarcou em Seul para promover o catolicismo na Ásia e defender a reconciliação entre as duas Coreias.

O regime comunista de Kim Jong-un realizou os lançamentos entre as 9h30 e 9h55 (local, 22h30 e 22h55 em Brasília) ao Mar do Leste (Mar do Japão) desde a província de Wonsan, no sudeste do país, indicou um porta-voz do Ministério.

O porta-voz especificou que os projéteis percorreram 220 quilômetros antes de cair ao mar. Os lançamentos aconteceram minutos antes da aterrissagem em Seul, às 10h15 do papa Francisco, que iniciou uma visita de cinco dias à Coreia do Sul.

Após a ação norte-coreana as Forças Armadas da Coreia do Sul "mantêm uma alta vigilância diante da possibilidade de novos lançamentos" e "reforçaram sua postura de defesa militar", afirmou o porta-voz do Ministério.

Conflito

Os disparos de projéteis realizados nesta quinta pelo Exército Popular da Coreia do Norte são os primeiros desde 30 de julho.

Antes do lançamento dos projéteis, a Coreia do Norte pediu hoje que a Coreia do Sul através da imprensa estatal cancele seu próximo exercício militar com os Estados Unidos, que começará semana que vem, e a eliminar as duras restrições sobre os contatos bilaterais impostas por Seul.

Os dois lados da península coreana continuam tecnicamente enfrentadas desde a Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício nunca substituído até hoje por um tratado de paz definitivo.

Como herança do conflito, os EUA ainda mantém no Sul 28.500 militares para defender seu aliado.

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