Alunos querem posicionamento sobre estupros

Conforme as vítimas, os abusos teriam acontecido entre 1998 e 2014

iG Minas Gerais | Cinthia Ramalho |

Estupros em repúblicas de Ouro Preto aconteciam durante festas
DENILTON DIAS / O TEMPO
Estupros em repúblicas de Ouro Preto aconteciam durante festas

Alunos da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) vão entregar, no início da próxima semana, uma carta para a vice-reitora da universidade, Célia Maria Fernandes Nunes, pedindo que a instituição se posicione de maneira mais ativa em relação aos casos de estupros em repúblicas da cidade histórica, na região Central do Estado. Os relatos de abuso estão sendo mostrados por O TEMPO desde a última segunda-feira. “Queremos um posicionamento mais severo. Inclusive, queremos que a universidade pressione os órgãos públicos, como o Ministério Público e a Polícia Civil, para que eles investiguem esses casos e tomem providências”, disse a estudante de história Andrea Sannazaro, 24. De acordo com a estudante, os documentos contarão com assinaturas dos alunos e serão entregues à vice-reitora como forma de apelo. “Achamos que, por ser uma mulher, ela compreenda que esses casos devem ser investigados e punidos”, ponderou. A Ufop, por meio de assessoria de imprensa, afirmou nesta quarta que, independentemente de receber ou não o documento, reitera seu repúdio a qualquer ato de violência ou de preconceito dentro ou fora da universidade. A instituição também informou que desenvolve importantes trabalhos de diálogos entre os estudantes, inclusive nas repúblicas. Sem Investigações. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) afirmou que nenhuma ação específica será tomada em relação ao caso, já que o órgão age de acordo com denúncias formais feitas pelas vítimas. Segundo a assessoria da Polícia Civil, a corporação continua analisando a possibilidade de designar uma nova delegada para atender os crimes contra a mulher em Ouro Preto. Conforme as vítimas, os abusos teriam acontecido entre 1998 e 2014. Nesta quarta uma foto da república Marragolo foi relacionada a uma reportagem sobre os estupros, mas a moradia estudantil não tem ligação com o crime citado, de 1998.

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