San Lorenzo vence Nacional e sagra-se campeão da Libertadores

Com a conquista, o Ciclón deixa as piadas no passado e, finalmente, pode sentir-se à vontade entre os grandes da Argentina

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA |

Nestor Ortigoza of Argentina's San Lorenzo celebrates scoring against Paraguay's Nacional during the Copa Libertadores final soccer match in Buenos Aires, Argentina, Wednesday, Aug. 13, 2014.  (AP Photo/Natacha Pisarenko)
Associated Press
Nestor Ortigoza of Argentina's San Lorenzo celebrates scoring against Paraguay's Nacional during the Copa Libertadores final soccer match in Buenos Aires, Argentina, Wednesday, Aug. 13, 2014. (AP Photo/Natacha Pisarenko)

Sinta-se a vontade entre os grandes, olhe de cima para quem antes lhe zombava, a Copa Libertadores é sua sem nenhuma contestação e com direito a uma festa incansável nas ruas de Boedo, em toda Buenos Aires. Empurrado por sua torcida no Nuevo Gasómetro, o San Lorenzo-ARG venceu ontem o Nacional-PAR por 1 a 0 e pôde, finalmente, sagrar-se campeão da América.

Agora, o torcedor do Ciclón pode esquecer as piadas de Club Argentino Sin Libertadores da América e, finalmente, colocar-se com mais dignidade lado a lado com os gigantes da Argentina: Boca Juniors, River Plate, Independiente, Racing.

O jogo. Entre a apreensão e o otimismo, os torcedores do San Lorenzo que lotaram o Nuevo Gasómetro fizeram a costumeira festa antes do apito inicial, mas sentiram um frio espinha logo no primeiro minuto de jogo. Bate-rebate dentro da área do Ciclón, a bola sobrou para Orué finalizar forte e ouvir o desespero da arquibancada no momento em que a pelota beijou a trave.

O domínio de jogo era dos argentinos, mas o real perigo vinha nos ataques bem modelados dos paraguaios. Assim como Julián Benítez, o atacante Freddy Bareiro era um incômodo pontual e por pouco não abriu o placar aos 17 min.

Contudo, o tradicional pessimismo (ou cautela) dos hinchas do San Lorenzo estampado nas faces pelas arquibancadas ganhou um semblante de alívio quando o árbitro brasileiro (mineiro, de Poços de Caldas) Sandro Meira Ricci apitou o pênalti após Cauteruccio 'acertar' o braço de Coronel.

Ortigoza foi com autoridade para a marca do pênalti com a bola na mão e cobrou com maestria para tirar o zero do marcador aos 35 minutos de jogo.

O San Lorenzo manteve a pressão no segundo tempo, mas continuou a ver o Nacional levando perigo nos contra-ataques. O grito da torcida não parou um segundo e foi fundamental para ajudar os atletas do Ciclón a impedir os ataques finais do adversário e acionarem a merecida festa.

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