Piloto mineiro esperava chegada do segundo filho para outubro

Mãe de Geraldo Magela Barbosa da Cunha, Odete Ferreira da Cunha, de 73 anos, que mora em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce,contou que soube da notícia da morte do filho pela televisão

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O piloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, de 44 anos, morto no acidente aéreo em Santos, em São Paulo, que vitimou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, tinha 20 anos de experiência na profissão. Segundo a família, ele trabalhou na TAM antes de assumir o cargo de piloto do candidato. Feliz com a nova conquista profissional, Geraldo também estava na expectativa do nascimento do segundo filho, que nascerá em outubro. A TAM informou, por meio da assessoria, que ele foi funcionário da empresa no ano de 2006 contratado como copiloto de Airbus 319.

Segundo parentes, a mulher, Joseline, esta em New Jersey (EUA), na casa do cunhado. Ela viajou para fazer o enxoval da criança, a primeira menina do casal, que nasce em outubro e se chamará Ana. Segundo Rui Barbosa, irmão do piloto, a mulher está em estado de choque. O casal mora em Santa Luzia, zona urbana de Belo Horizonte. Rui conversou com o irmão na noite anterior ao acidente pelo Skype. "Ele estava muito feliz com o trabalho e disse que pela manhã faria uma viagem com o candidato. Ele estava trabalhando, fazendo o que gosta", afirmou, muito abalado. "Nós juntamos os amigos em um restaurante aqui e conversamos pelo Skype." Segundo Rui, o irmão fez o curso de piloto nos Estados Unidos. "É o único da família que seguiu essa profissão."

A mãe do piloto, Odete Ferreira da Cunha, de 73 anos, que mora em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, contou que soube da notícia da morte do filho pela televisão. "Eu estava no médico quando vi a notícia." Resignada, ela contou que sua fé está ajudando a superar a perda do caçula. "Não cai uma folha de uma árvore sem que seja vontade de Deus. O Senhor está me confortando. É nosso refúgio e nossa fortaleza." Sete pessoas morreram no acidente, além de Campos, o piloto, o copiloto e assessores da campanha. Segundo Odete, o filho dizia que o copiloto Marcos Martins "era uma pessoa muito legal."

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