Dupla de estelionatários é presa em Betim

Usando documentos falsos há pelo menos dois anos, os irmãos contraíam empréstimos irregulares para sustentar alto padrão de vida

iG Minas Gerais | ENNIO RODRIGUES |

A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou a prisão de dois homens acusados de falsificar documentos e contratar empréstimos irregulares na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, Amarildo Garcia Simões de Oliveira, de 43 anos, e Leandro Garcia Simões de Oliveira, de 34 anos, atuavam há, pelo menos, dois anos contratando empréstimos irregulares para sustentar um padrão de vida elevado.

Leandro foi preso na última quinta-feira (7), em sua casa, em Contagem, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela justiça mineira. As investigações começaram há cinco meses, quando ele teria agido de forma suspeita ao tentar fazer um "reconhecimento de firma" de um documento em um cartório de Betim. Com a demora no atendimento, o acusado fugiu temendo ter sido encontrado. O cartório entrou em contato com a polícia para efetuar denúncia.

As investigações apontaram que Leandro atuava em parceria com seu irmão mais velho, Amarildo. Segundo a polícia, as investigações permitiram verificar ainda que Amarildo já estava cumprindo prisão preventiva desde junho, na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. O irmão de Leandro havia sido preso pela polícia federal por crimes semelhantes.

O golpe Juntos, os irmãos falsificavam documentos de bombeiros e policiais. Com as falsificações, conseguiam empréstimos consignados em diversas instituições financeiras da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, ainda é difícil precisar o tamanho do prejuízo causado pela dupla, mas já foram identificadas 16 vítimas. Os empréstimos chegavam a 40 mil reais. Amarildo e Leandro possuem extensa ficha criminal por estelionato e falsificação de documentos.

Além do veículo Ford Ecosport preto de Leandro, foram apreendidos documentos falsos na operação.  Os irmãos foram indiciados por estelionato e uso de documentos falsos e podem pegar entre 4 e 11 anos de prisão.

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