Magnano corta Felício e define grupo para Mundial

A estreia da seleção brasileira na competição internacional será diante da França

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Argentino Rúben Magnano comanda seleção brasileira masculina de basquete em luta por vaga no Mundial
CBB/Divulgação
Argentino Rúben Magnano comanda seleção brasileira masculina de basquete em luta por vaga no Mundial

A seleção brasileira masculina de basquete está definida para o Mundial da Espanha. Depois de anunciar o corte do armador Rafael Luz no dia anterior, o técnico Rubén Magnano confirmou, nesta quarta-feira, que o pivô Cristiano Felício, do Flamengo, também ficou fora da lista final de 12 jogadores para a competição, que começa no dia 30 de agosto.

A decisão de cortar Felício foi tomada nesta quarta-feira, poucas horas depois do último treino do Brasil em São Paulo antes do embarque para os Estados Unidos. A seleção enfrenta os norte-americanos no sábado, em amistoso na cidade de Chicago, e depois viaja à Europa para o período final da preparação.

O grupo que vai disputar o Mundial é formado por Marcelinho Huertas, Raulzinho Neto e Larry Taylor (armadores); Marquinhos Souza, Leandrinho Barbosa, Marcelinho Machado e Alex Garcia (alas); Anderson Varejão e Guilherme Giovannoni (alas/pivôs); Nenê Hilário, Rafael Hettsheimeir e Tiago Splitter (pivôs).

A última dúvida era em relação ao ala/pivô Guilherme Giovannoni. O jogador do Brasília sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo logo na primeira semana de preparação da seleção, ficou fora dos quatro amistosos já disputados e voltou aos treinos apenas nesta quarta-feira. Por isso, Magnano só definiu o corte de Felício agora.

"Me recuperei. Hoje finalmente fiz o meu primeiro treino com o pessoal. Não aguentava mais ficar fora. Está tudo bem, consegui fazer o treino todo. Agora é trabalhar firme nestes 20 dias para chegar da melhor forma possível e estrear bem no Mundial", afirmou Guilherme Giovannoni, após a atividade desta quarta-feira.

O ala/pivô agradeceu ao departamento médico e aos fisioterapeutas da seleção. "Eles tiveram muita paciência comigo porque você acaba ficando um pouco chato", comentou Guilherme Giovannoni, que também não esqueceu do treinador. "Tenho de agradecer ao Rubén pela confiança de ter esperado até o último instante. Ele viu que eu estava trabalhando duro para disputar o Mundial".

Com o grupo definido, claro, os jogadores trataram de dar força para os companheiros que não conseguiram vaga entre os 12 que vão defender o Brasil no torneio, que começa no dia 30 de agosto, na Espanha.

"Foi uma opção do Rubén e temos de respeitar. Ele considerou que isso era necessário neste momento. São coisas que acontecem na vida do jogador", disse o armador Marcelinho Huertas, que procurou motivar aquele que poderia ter sido o seu reserva no Mundial. "O Rafa (Rafael Luz) é muito jovem e ainda tem muito chão pela seleção. O sentimento é de solidariedade, porque é duro para o jogador ficar fora, principalmente depois de treinar tanto para isso", finalizou o jogador do Barcelona.

A estreia da seleção brasileira no Mundial será diante da França. Depois, o Brasil ainda enfrenta Irã (dia 31 de agosto), Espanha (1º de setembro), Sérvia (3 de setembro) e Egito (4 de setembro) na primeira fase da competição.

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