Morte de profissionais da comunicação deixam jornalistas de luto

Jornalista pernambucano comenta sobre o clima de tristeza que se instalou entre os profissionais após a notícia

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo Lyra, o surfista Carlos Burle e Alexandre Severo
Instagram/Reprodução
Da esquerda para a direita: Carlos Percol, Marcelo Lyra, o surfista Carlos Burle e Alexandre Severo

A tragédia com o avião que levava o candidato à presidência Eduardo Campos também deixou uma lacuna entre os profissionais da comunicação de Recife e em todo o país. Na aeronave, também estavam o fotógrafo Alexandre Severo Gomes da Silva, o fotógrafo e cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra e Carlos Augusto Ramos Leal, mais conhecido como Percol, que era assessor de imprensa do candidato.

O fotógrafo e editor assistente do Jornal do Commercio, Heudes Régis, 43, contou que o clima é de bastante tristeza nas redações da cidade. "Ficamos todos bastante abalados, tanto pela morte do governador, que era uma pessoa muito imponente, quando pelos nossos colegas, inclusive o Percol, que era um assessor sempre muito próximo de todos", disse.

Severo, como era conhecido o fotógrafo entre os colegas, chegou à redação do Jornal do Commercio como estagiário, desde então, fez vários projetos especiais. "Em 2009 ele fez um ensaio chamado "À flor da pele" que ficou bem conhecido. Mostrava três crianças albinas que nasceram em uma casa de negros. Foi considerada uma das melhores fotografias do planeta. Foi tudo pesquisa dele, ele que correu atrás de tudo", lembrou o colega de trabalho.

Régis ainda lembrou outro trabalho de Severo, um caderno sobre o sertão nordestino feito juntamente com a jornalista Fabiana Morais. "Ganhou o prêmio Esso e virou livro. E são fotografias que mostram muito o estilo dele.  Apesar de tirá-las no sertão, um ambiente bem iluminado, o Severo interferia na luz de uma forma muito particular", contou.

Ainda de acordo com o relato do editor assistente, Marcelo Lyra também era fotógrafo, mas participava da campanha de Campos como cinegrafista. "Ele não chegou a trabalhar na imprensa, porém, tinha um coletivo de fotografia chamado Santo Lima. Era uma casa onde ocorriam exposições. Era um excelente profissional da fotografia, do vídeo e também DJ. Era bastante conhecido na região", lembrou Régis.

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