Confira a lista de políticos que morreram vítimas de acidentes aéreos

A morte trágica em acidentes de aviões ou helicópteros também marcou a vida de outros políticos famosos no Brasil e em outros países

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ulysses Guimarães morreu no dia 12 de outubro de 1992.
Agência Brasil
Ulysses Guimarães morreu no dia 12 de outubro de 1992.

A morte do candidato à Presidência, Eduardo Henrique Accioly Campos (PSB), em um acidente aéreo nesta quarta-feira (13), repercutiu não só no Brasil, mas nos principais países do mundo. A morte trágica em acidentes de aviões ou helicópteros também marcou a vida de outros políticos famosos.

O ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco morreu em um acidente aéreo quatro meses após deixar o poder, no dia 18 de julho de 1967 . O avião que ele viajava, um Piper Aztec PA 23, foi atingido na cauda por um caça T-33 da FAB em circunstâncias mal explicadas no inquérito militar, fazendo com que o avião caísse na região de Fortaleza (CE) deixando apenas um sobrevivente.

O político Ulysses Guimarães, que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil e foi presidente do PMDB, morreu em um acidente aéreo de helicóptero,  modelo Esquilo HB 350 B, no litoral de Angra dos Reis, no dia 12 de outubro de 1992. No mesmo acidente morreu a mulher de Ulysses, Mora Guimarães, o senador e ex-ministro Severo Gomes e a mulher dele, Anna Maria Henriqueta Marsiaj, além do piloto da aeronave. O corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado, mas sua morte foi oficialmente reconhecida.

O ex-presidente do PTB e resoureiro da candidatura de Fernando Collor de Mello à presidência, José Carlos Martinez morreu no dia 4 de outubro de 2003, em um acidente com um monomotor que ele pilotava em uma viagem de Curitiba e Navegantes (SC). O avião caiu no município de Guaratuba (PR).

O ex-governador de Pernambuco Eduardo campos morreu no dia 13 de agosto de 2014, em um acidente com aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que caiu na cidade de Santos. A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave. Campos era candidato às eleições presidenciais pelo PSB. No total, sete pessoas estavam a bordo.

Em outros países - Líder do Panamá entre 1969 e 1981, o general Omar Torrijos morreu no dia 31 de julho de 1981 quando a aeronave oficial na qual viajava, um DHC 6, explodiu misteriosamente em pleno voo.

O político e militar boliviano, o General René Barrientos Ortuño foi presidente da Bolívia entre 1964 e 1965, quando morreu em 27 de abril de 1969, em um acidente de helicóptero na cidade de Arúe, durante o seu mandato. O General Barrientos ficou conhecido por perseguir a guerrilha do revolucionário Che Guevara em território boliviano em 1967.

Samora Moisés Machel foi um militar moçambicano, líder revolucionário de inspiração socialista, que liderou a Guerra da Independência de Moçambique. Ele governou o país de 1975 a 1986. Machel morreu no dia 19 de outubro de 1986, na África do Sul após a queda de um avião Tupolev 134 cedido pela União Soviética. O acidente teria sido causado por falha do piloto que teria seguido um radio-farol, cuja origem não foi determinada.

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, morreu no dia 10 de abril de 2010, na queda de um avião Tupolev TU-154 com 97 pessoas a bordo na região do aeroporto de Smolensk, no oeste da Rússia. Ninguém sobreviveu. Kaczynski, que herdou a presidência do seu irmão gêmeo, se dirigia à localidade russa de Katyn, para prestar homenagem aos milhares de oficiais poloneses executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos.

O candidato a presidência do Paraguai pelo partido Unace e general reformado que viveu no Brasil no exílio, Lino Oviedo, morreu no dia 2 de fevereiro de 2013, após a queda de um helicóptero na província de Chaco. No acidente morreram também o piloto da aeronave, Delmás, e o guarda-costas do político, Denis Galeano. Condenado a dez anos de prisão pela Justiça paraguaia por tentativa de golpe de Estado, em 1996, Lino Oviedo também foi acusado de ter mandado matar o vice-presidente, Luis María Argaña, em 1999, ano em que fugiu do Paraguai.

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