Maílson diz que, agora, Marina é candidata 'natural'

O ex-ministro afirmou que o acontecimento vai influenciar no processo sucessório, mas ponderou que ainda é "cedo para avaliar se as emoções vão estar presentes nas decisões dos eleitores"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney Maílson da Nóbrega lamentou nesta quarta-feira, 13, a morte do candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. Ele afirmou que a perda deverá ter influência nas eleições deste ano. Na avaliação do economista, o mais natural é que a candidata a vice na chapa, Marina Silva, se torne a nova candidata a presidente pelo PSB.

"Todos nós estamos chocados com essa tragédia. O Brasil perde um líder promissor para conduzir o destino do País em algum momento de sua trajetória. Ninguém estava preparado", disse Maílson. A declaração foi dada em entrevista à imprensa na capital paulista durante o 25º Congresso Brasileiro do Aço, cuja palestra de encerramento foi cancelada após a confirmação da morte do presidenciável.

O ex-ministro afirmou que o acontecimento vai influenciar no processo sucessório, mas ponderou que ainda é "cedo para avaliar se as emoções vão estar presentes nas decisões dos eleitores". "Agora é esperar a decisão do PSB, mas o mais natural é que haja uma nova convenção para escolher o substituto e o mais natural é que seja Marina", afirmou, lembrando que a legislação eleitoral permite mudança de candidato até 20 dias antes das eleições.

Segundo turno

Com a confirmação da morte de Campos em Santos (SP), a disputa eleitoral tende a sofrer mudanças e as chances de um segundo turno crescem no País. A avaliação é do economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa, que, em entrevista ao Broadcast, destacou que este cenário de uma segunda etapa no pleito dependeria da confirmação da atual candidata a vice, Marina Silva, assumir a condição de titular na chapa.

"Ainda é cedo para qualquer afirmação", ressaltou Camargo Rosa. "Se confirmada a Marina como candidata em substituição a Eduardo creio que as chances de segundo turno aumentam consideravelmente", avaliou.

Para Camargo Rosa, com uma eventual entrada de Marina Silva como candidata à Presidência levando em conta o desempenho dela nas eleições de 2010, não há garantias de que a chapa encabeçada pelo PSB ultrapasse, por exemplo, a do PSDB, do senador Aécio Neves, nas pesquisas de intenção de voto. Ele ressaltou, porém, que o cenário tende a ser mais favorável do que com Eduardo Campos.

"Não creio que ocorra uma votação que supere o Aécio. Precisaria ver como a tragédia impactará no imaginário da população", comentou. "Mas, sem dúvida, será maior do que seria caso essa tragédia não tivesse acontecido", analisou.

Questionado sobre eventuais impactos nas operações do mercado financeiro com as eventuais mudanças na eleição geradas pela morte de Campos, Camargo Rosa destacou: "Creio que a bolsa sobe e o dólar fica estável ante o real."

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