Sketch investe em franquias para dominar mercado nacional

Marca mineira retomou processo de expansão no início deste ano; rede possui hoje 32 lojas

iG Minas Gerais | ROSE de oliveira |

Planos. Fábio Longo, diretor de expansão, diz que meta é abrir mais 50 lojas nos próximos cinco anos
leo fontes
Planos. Fábio Longo, diretor de expansão, diz que meta é abrir mais 50 lojas nos próximos cinco anos

Depois de 25 anos de mercado, a Sketch – empresa mineira referência em moda masculina – conta hoje com uma rede de 32 lojas, mas por pouquíssimo tempo. Nos próximos cinco anos, a empresa pretende abrir mais 50 lojas, e o objetivo é tornar a marca forte também no mercado nacional. É o que afirma o diretor de expansão da Sketch, Fábio Longo.

Bastante otimista, o diretor faz planos e os coloca rapidamente em prática. Está à frente da diretoria há apenas um ano e já comemorando ótimos resultados com o aumento das franquias. “O que eu fiz foi profissionalizar o negócio. Aqui tinha um formato de franquia, mas na modalidade de licenciamento. Agora, foi estabelecido um contrato, o que dá muito mais garantia para o franqueado do que para a Sketch”, explica Longo. De lá para cá, segundo ele, não há um dia em que não chegue uma consulta sobre abertura de novas lojas. A empresa tem planos ambiciosos. “A ideia é tirar a Sketch do mercado mineiro e transformá-la em uma empresa conhecida nacionalmente”, aposta o diretor. A marca cresce também no interior de Minas. E não é para menos. Esse crescimento deve-se ao aumento do consumo porque as grandes marcas estão descobrindo o interior. Longo analisa o mercado. “Temos, primeiro, o crescimento de moda no mundo. O Brasil é hoje a oitava potência mundial e é o país que mais cresce em investimentos em moda. Sobre o setor de franquias no Brasil, vem explodindo e crescendo a passos largos. No ano passado, só o setor de franchising cresceu na ordem de 13%, bem acima do PIB”, diz ele. E não há concorrência para a Sketch, de acordo com o diretor. “Quando você pega o posicionamento da marca no cenário nacional de moda, a gente fala que a Sketch está no ‘oceano azul’. Por quê? Porque tem o público A, que são as grandes marcas, as tops. Esse pessoal está enfrentando o ‘efeito Miami’. Ao invés da pessoa pagar R$ 2.500 a R$ 3.000 num terno no Brasil, a pessoa viaja e compra esse produto muito mais em conta. Você tem a base: tem duas grandes marcas que exploram o mercado nacional, e aí tem-se um produto muito abaixo, mas sem qualidade. Então, a Sketch está em um mercado em que ela não tem concorrência, ela está sozinha. Temos um produto muito próximo das marcas top com um preço muito bom. Então esse é posicionamento da marca: um produto de qualidade com um preço superacessível.” Garantia. A empresa tem uma fábrica própria, mas não há planos para ampliá-la. Parte da produção é garantida por essa confecção própria, e outra parte vem de parceiros estratégicos espalhados pelo Brasil. “Isso é justamente para a gente não ter problema de pico de demanda, por exemplo, de no final do ano a gente correr o risco de não ter mercadoria suficiente. Mas a grande parte da nossa demanda é concentrada na nossa fábrica. E trabalhamos também, com importação. Nós importamos ternos da Argentina, uma parte de camisas vem da China, além de produtos do Sul do Brasil, interior de Minas Gerais e interior de São Paulo”, esclarece Longo. O faturamento anual da Sketch está hoje entre R$ 40 milhões e R$ 45 mi. Com a expansão, a expectativa é que pule para R$ 80 milhões a R$ 90 milhões, num primeiro momento. Mas, a Sketch espera passar esse faturamento, após as 50 lojas, para mais de R$100 milhões.

Expansão Passos. A Sketch pretende concentrar a expansão em 2015/2016 em São Paulo e nas regiões Norte e Nordeste. Em um segundo momento, a região Sul do país deve concentrar lojas da marca.

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