Concorrência para vestir a Raposa

Penalty estaria na frente entre as interessadas em confeccionar a futura coleção

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Leilão pelo manto. Diretoria do Cruzeiro estuda propostas de fornecedoras de material esportivo para chegar ao melhor acordo comercial pelo uniforme da próxima temporada
Pedro Vilela / LightPress – 25.4.2014
Leilão pelo manto. Diretoria do Cruzeiro estuda propostas de fornecedoras de material esportivo para chegar ao melhor acordo comercial pelo uniforme da próxima temporada

Ir às lojas especializadas e encontrar camisas de jogo do Cruzeiro tem sido missão difícil em Minas Gerais. O cruzeirense que deseja vestir o manto celeste, mesmo pagando alto valor para mostrar sua paixão pelo clube, encontra cada vez mais empecilhos. Tudo por conta dos problemas estratégicos ocasionados pela Olympikus, atual fornecedora de material esportivo da Raposa. Tais falhas irritam a diretoria celeste e dão brechas para que outras empresas apresentem propostas. Uma das interessadas com grandes chances é a Penalty. Até porque, o contrato de prestação de serviço firmado com a atual fabricante termina em dezembro. Segundo apurou O TEMPO, a Penalty já possui um acordo com o Cruzeiro para assumir a confecção dos uniformes a partir de janeiro de 2014. A diretoria azul apenas cita grande interesse de outras empresas. “A concorrência está bastante acirrada. A Olympikus tem a preferência para renovar e prometeu aumentar os valores contratuais e corrigir os diversos erros que cometeu. Mas só vamos definir o que for mais interessante para nós em dois meses”, garantiu, em entrevista concedida nesta terça a O TEMPO, o diretor comercial cruzeirense Robson Pires. Além da Penalty e da Olympikus, estão interessadas em assinar a coleção esportiva e casual do clube a partir do ano que vem a gigante norte-americana Under Armour, que, entre outros clubes do mundo, veste o Tottenham-ING, a inglesa Umbro – encampada pela Nike –, e a alemã Puma. Depois de dar pistas sobre um descontentamento geral com a Olympikus, Pires descartou uma das empresas concorrentes. “A Under Armour é uma das interessadas e chamou nossa atenção. A Puma ofereceu pouco e está descartada. O Cruzeiro tem um potencial gigante, uma marca fortíssima. A proposta deles foi abaixo do que nós desejamos”, explicou o diretor. Como trunfo nas mãos para um melhor acerto comercial, o presidente Gilvan de Pinho Tavares deseja um acordo ampliado para combater a ação da pirataria e gerar mais lucros ao clube. “Estamos dando oportunidade ao fabricante pirata de lucrar nas nossas costas. Ninguém deixa de vestir a camisa do clube do coração. Quem não pode adquire roupas mais baratas. Mas quem pode compra até terno da Armani. Faça uma camisa com qualidade boa, mas inferior no preço. Seria inteligente não abrir mão do direito de fabricar a camisa para que o ‘pirata’ venda produto alternativo”, explicou o presidente em entrevista a O TEMPO. Nenhum representante da Olympikus foi encontrado para falar sobre o futuro da marca no Cruzeiro.

Bronca da torcida Entrega. O Cruzeiro reclama da logística da Olympikus, que tem falhado com as entregas de materiais oficiais em lojas especializadas. Preço. O presidente Gilvan de Pinho Tavares deseja que a fornecedora de material esportivo crie produtos com preços atrativos a qualquer classe social dos torcedores. Patrocínio. Uma antiga reclamação é a cor laranja da marca do Banco BMG na camisa. O patrocinador master do clube deve renovar o vínculo com a Raposa por mais um ano, e sua logo seguirá estampada no manto cruzeirense. Moda feminina. Torcedoras cruzeirenses pedem maior opção de produtos oficiais voltado para as mulheres nas lojas esportivas. 

 

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