Galo contesta liderança nas dívidas

Diretoria alega que o valor elevado se deve ao fato de a instituição ainda não ter feito acordo

iG Minas Gerais | Fernando Almeida e Thiago Prata |

Na luta. Presidente Alexandre Kalil e seu estafe tentam chegar a um acordo com a PGFN há um ano
MOISE SILVA / O Tempo
Na luta. Presidente Alexandre Kalil e seu estafe tentam chegar a um acordo com a PGFN há um ano

Dentro de campo, o Atlético está conseguindo superar lesões, erros da arbitragem e atraso de salários para subir na tabela de classificação do Brasileiro. Fora das quatro linhas, o clube também está subindo. Só que o crescimento em questão está colocando uma pulga atrás da orelha de cada alvinegro: as dívidas. Um levantamento revelado nesta terça pela ESPN Brasil aponta o Galo como o clube com a maior dívida ativa da União.

Conforme a lista da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Atlético tem uma dívida ativa de R$ 272 milhões, no topo do ranking. O fato chamou atenção, pois, no mês passado, três equipes estavam à frente do Galo: Botafogo, Flamengo e Vasco, segundo análise da consultoria BDO publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Só que a pesquisa publicada em julho leva em conta as dívidas tributárias. Já o ranking divulgado nesta terça diz respeito à dívida ativa da União.

A nova lista causou indignação na diretoria alvinegra. E não é para menos, já que ela desconsidera algumas situações. Os clubes cariocas fizeram um acordo para o pagamento de dívidas com o governo federal, e o Atlético, ainda não. Isso acabou influenciando nos números divulgados. “Cada procuradoria é uma para cada clube. Jogaram nossa dívida inteira na Justiça. Essa última do Corinthians, por exemplo, não está nesse bloco, porque foi toda parcelada”, questionou o presidente do Galo, Alexandre Kalil.

O diretor de planejamento do Atlético, Rodolfo Gropen, explicou essa situação. “Se o Atlético tivesse feito um acordo, o valor da dívida ativa não seria esse. Desde agosto (de 2013), estamos em contato com a Advocacia Geral da União (AGU) e a PGFN para fazer um acordo como outros clubes, como o Flamengo e Vasco fizeram”, disse Gropen.

“Hoje, estamos aguardando uma resposta da AGU. Pode ser que eles estejam aguardando o projeto de lei no Congresso (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte), que pode ajudar a resolver o problema tributário que vem desde a década de 90”, completou o dirigente do clube alvinegro.

Contraponto. Gropen lembra que tal levantamento dá a entender que o Atlético não paga suas dívidas, quando na verdade é o contrário.

“Tínhamos mais de R$ 50 milhões de dívidas trabalhistas, e agora, não temos mais. Tínhamos 184 títulos protestados em cartório, e hoje é zero. Tínhamos dívidas municipais, todas pagas. Tínhamos dívidas com o Estado, que foram parceladas e já terminamos o pagamento”, argumentou o diretor de planejamento.

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