Cineastas e fãs se despedem do ator

Morto aos 63 anos, Robin Williams deixa galeria de personagens memoráveis

iG Minas Gerais | da redação com agências |

Inédito. Em cena de “Uma Nova Chance para Amar”, drama dirigido por Arie Posin, que estreia em 18 de setembro
Dale Rebinette
Inédito. Em cena de “Uma Nova Chance para Amar”, drama dirigido por Arie Posin, que estreia em 18 de setembro

“Robin era uma tempestade de genialidade cômica e nossa risada era o trovão que o sustentava. Ele era um amigo e não acredito que ele se foi”. Com essas palavras, o cineasta Steven Spielberg se despediu do ator Robin Williams, morto anteontem por suspeita de suicídio, em meio a uma depressão severa.

Juntos, Williams e Spielberg criaram fantasias como “Hook – A Volta do Capitão Gancho” e “AI – Inteligência Artificial”. “O mundo era um lugar melhor com Robin nele”, disse, também, Chris Columbus, diretor com quem Williams forjou os tipos inesquecíveis de “Uma Babá Quase Perfeita” e “O Homem Bicentenário”.

Durante o dia de ontem, fãs do humorista e ator, nascido em 21 de julho de 1951, em Chicago (EUA), prestaram-lhe homenagens em lugares imortalizados por seus filmes. Entre eles, um banco de praça no qual se sentou ao lado de Matt Damon em uma das cenas de “Gênio Indomável” (1997), longa pelo qual recebeu o Oscar de melhor ator coadjuvante em 1998.

A casa utilizada como cenário do seriado “Mork & Mindy”, protagonizado pelo ator entre 1978 e 1982; a residência que foi cenário da comédia “Uma Babá Quase Perfeita”, em São Francisco; e a estrela que leva o nome de Williams na calçada da fama, em Hollywood; também foram palco de homenagens com flores e mensagens em cartazes.

Trajetória. Robin McLaurin Williams começou a carreira como comediante de stand-up e conquistou notoriedade na década de 1970, ao aparecer na TV no programa “The Richard Pryor Show”, na NBC. Depois, ganhou um papel na série “Happy Days”, como o alienígena Mork, entre 1978 e 1979, que lhe rendeu um Globo de Ouro.

O ator ficou conhecido por interpretar personagens excêntricos, como em seu primeiro papel de destaque no cinema, em “Popeye”, dirigido por Robert Altman em 1980. A grande guinada de sua carreira, no entanto, veio com o drama “Bom Dia, Vietnã” (1987), pelo qual foi indicado pela primeira vez ao Oscar. Ele seria indicado à estatueta por outros três filmes: “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989) e “Pescador de Ilusões” (1991), além de “Gênio Indomável” (1997), pelo qual foi premiado.

Williams também fez sucesso como dublador e por papéis na TV: venceu seis prêmios Globo de Ouro e dois Emmy. Ao todo, os filmes em que atuou renderam o equivalente a cerca de R$ 11 bilhões ao redor do mundo.

Entre altos e baixos da carreira, ele aguardava o lançamento de três filmes em pós-produção, entre eles “Uma Noite no Museu 3”. Antes desses, os espectadores brasileiros poderão ver o ator no elenco de “Uma Nova Chance para Amar”, lançado em março nos EUA, e com estreia aqui marcada para 18 de setembro.

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