Perdas

iG Minas Gerais |

acir galvao
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É agosto, e quantos já se foram? Nem bem aceitamos viver num mundo sem um e já temos que chorar a ida do outro. 2014 não dá trégua!!! Algumas mortes já se anunciavam. Outras nos pegaram de surpresa, e ainda temos que lidar com aquelas que “não deveriam ter sido”. E vem, nesses momentos, a nostalgia de nos lembrarmos de suas obras. Como nos tocaram;como nos levaram a refletir; como nos fizeram mudar nosso humor ou simplesmente nos divertiram... Esses seres iluminados têm a capacidade de nos tocar a todos, mas individualmente. Cada um tem seu jeito de receber uma música, um livro, uma peça, uma interpretação... Cada um com sua bagagem cultural, com sua história de vida ou sua visão de mundo vai ser tocado, mas nunca da mesma maneira. Quanto nos dão tanto essas criaturas! Não é possível mensurar. E é sempre pouco o que recebem comparado ao que oferecem. Mas toda essa especialidade não impede que tenham o mesmo fim de todos os outros, menos iluminados, tão ordinários. E quando se vão, essas pessoas que nos ajudaram a colorir a nossa existência, é como se perdêssemos alguém próximo, um parente, um amigo. Eles nos acompanham em diferentes momentos, nos fazem rir, nos fazem chorar. São parte das nossas vidas. E não importa que a “intimidade” seja de mão única. Ela existe e é tão concreta que lamentamos sua perda, vivenciamos o luto, choramos sua morte. Sempre poderemos recorrer às suas obras para matar a saudade, é verdade. É certo que em nós para sempre ficará marcado o impacto que tiveram em nós. Mas nunca mais teremos o novo livro, a mais nova performance, a mais recente música... E o mundo vai ficando mais pobre. Porque, por mais que surjam novos talentos, artistas são insubstituíveis. Só nos resta agradecer e desejar que descansem em paz.

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