Fábrica de sonhos I

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Mercedes-benz/divulgação
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Por trás das logomarcas que mostram o quão tradicionais são os automóveis que rodam mundo afora, existe muita história para ser contada, e vamos usar este espaço nesta semana e na próxima para trazer ao leitor amigo um pouco dessas informações. Afinal, quem gosta e admira automóveis se rende facilmente ao ver a estrela de três pontas que caracteriza os automóveis da alemã Mercedes-Benz. De longe o símbolo é identificado e admirado. Assim como o “cavalino rampante” da Ferrari, que mais do que uma marca de automóvel esportivo é uma verdadeira lenda sobre rodas.  São esses emblemas que tornam sem limites a paixão pelos carros, sonhos de consumo e objetos de desejo da maioria e realidade na garagem de uma minoria. Mas como ainda não é necessário pagar imposto para sonhar, e ídolos servem para ser cultuados e amados, nada melhor que expressar essa admiração, conhecendo um pouco a história das mais importantes fábricas do mundo. Não por acaso, as montadoras de automóveis também são conhecidas como “marcas de carros”. Afinal, suas logomarcas remetem a valores emocionais inerentes a cada fabricante. Por trás de cada símbolo reluzente que os automóveis ostentam, existem muitas histórias e curiosidades.  Alguns emblemas exaltam as origens de cada empresa, sua localização geográfica ou as atividades que exerciam antes de produzirem automóveis. Outros servem para reafirmar os conceitos abstratos dos automóveis, seja requinte, força ou esportividade. Enquanto muitas montadoras preservam suas logomarcas imutáveis ao longo das décadas, como forma de tentar perpetuar velhas tradições, os emblemas de outras sofrem constantes evoluções. Tornam-se mais modernos ou assumem ares “retrô”, de acordo com os desígnios do marketing de cada empresa.  Entre as logomarcas automotivas mais tradicionalistas está a Ford. Fundada em 1903, o emblema da montadora permanece quase inalterado ao longo desses 111 anos. Ostenta, sobre um símbolo oval azul, o sobrenome manuscrito do fundador, como se fosse a assinatura do próprio Henry Ford. Já a Fiat – sigla que significa Fábrica Italiana de Automóveis de Turim – mudou por 16 vezes seu emblema ao longo de seus mais de 100 anos. Há sete anos aconteceu a última modificação da logomarca, com fontes mais verticalizadas e alongadas, aplicadas sobre um fundo vermelho. É derivada da que adornava os carros Fiat a partir 1931.  Se a Fiat cita sua naturalidade – Turim – na sigla que forma seu nome, outras marcas evocam suas raízes de forma gráfica. A logomarca da alemã Porsche é composta por dois brasões sobrepostos, que ratificam a origem geográfica da marca criada por Ferdinand Porsche: da cidade de Stuttgart e da região de Baden-Würtenberg. O brasão surgiu no final da década de 1940. A da italiana Maserati, fundada em 1919 pelos irmãos Carlo, Bindo, Alfieri, Ettore e Ernesto Maserati, também segue o gênero “certidão de nascimento”. O tridente de Netuno, símbolo da empresa, representa a cidade de Bolonha. Por hoje ficamos aqui, semana que vem falaremos de outras italianas, alemãs e francesas. Até lá.

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