A voz da Massa

iG Minas Gerais |

Saudações alvinegras! A gente até entende que, por conta dessa seca de gols de Jô, o atacante esteja aflito. Eu, quando atuava pelo Galo, via de perto a angústia de centroavantes que, se ficassem mais de três jogos sem marcar, se tornavam insuportáveis até de conviver, de tanta angústia. Mas o nosso Jô deve ter em mente que o futebol é um esporte coletivo e que ele tem que atuar sempre pensando no grupo. Porém, no último jogo, contra o Palmeiras, Jô fez o contrário. Teve um lance - o leitor vai se lembrar - em que Jô saiu cara a cara com o goleiro, mas precisou ajeitar o corpo para finalizar de perna esquerda e acabou errando o gol. Se ele tivesse simplesmente levantado a cabeça e rolado a bola para o lado, Tardelli entraria sozinho para marcar o gol do Galo. A gente te entende, Jô, mas não se esqueça de que mais importante do que você marcar gols é o Galo vencer. A voz Celeste  

Ontem, o elenco celeste voltou a treinar. O ambiente é o melhor possível. Mas a diretoria continua com o sentimento de que fomos lesados em vários jogos pela arbitragem e que poderíamos ter no mínimo mais nove pontos. A torcida tem a mesma opinião. Mas o sentimento é de raiva mesmo. O presidente Gilvan não está de braços cruzados. Ontem, ele iria à sede da CBF, mas adiou para preparar um material melhor. A qualquer momento, o presidente vai bater na porta da instituição para protestar e pedir tratamento igual para todos os clubes. Todos sabem que o elenco do Cruzeiro é o melhor e que, para tirar o título do Cruzeiro, só trabalhando fora das quatro linhas. O que mais incomoda ao torcedor é saber que existem advogados iguais ao do Fluminense e que o futebol não é jogado só dentro de campo. Às vezes ele é mais forte do lado de fora. Todo cuidado é pouco! Avacoelhada Embora o América seja essencialmente formador de jogadores, existem falhas nas transições entre as próprias categorias e no desenvolvimento dos juniores no profissional. A base americana é literalmente dividida em Topázio (sub-10 a 14); Santa Luzia (sub-15 a 17) e Lanna Drumond (sub-20). Apesar de serem departamentos do mesmo clube, parecem empresas diferentes, incluindo a equipe principal. Atletas aprovados em uma categoria são pouco aproveitados nas seguintes. É preciso fazer um levantamento sobre a verdadeira origem dos jogadores em formação, verificar em quais categorias começaram os que chegaram ao profissional e quantos jogaram desde o Topázio, quantos entraram no infantil, no juvenil ou no júnior. Zé Marcos, artilheiro do juvenil de 2013, com 12 gols marcados, neste ano subiu para o sub-20 e saiu sem ser aproveitado.

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