Campos diz que não vê problemas em empenho pessoal para parentes

Candidato do PSB disse que indicações da mãe para o TCU e de primos para TCE de Pernambuco foram legítimas

iG Minas Gerais | Da Redação |

O candidato do PSB, Eduardo Campos, disse em entrevista ao “Jornal Nacional”, da “TV Globo”, que não vê nada de errado em oferecer seu empenho pessoal para defender a escolha de parentes para cargos de fiscalização de governos, caso as nomeações não sejam de sua responsabilidade. O socialista respondia à indagação dos jornalistas sobre os casos envolvendo a entrada de sua mãe, Ana Arraes, no Tribunal de Contas da União, e de um primo seu e outro de sua mulher no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.  “Não vejo nada de errado”, afirmou. No caso de Ana Arraes, Campos e Lula se empenharam para garantir a eleição da então candidata ao cargo no Congresso Nacional. Ela hoje ocupa um cargo de conselheira no TCU, órgão que seria responsável por julgar as contas de Eduardo Campos caso seja eleito.  “Se a nomeação fosse minha, se dependesse da minha nomeação como governador seria nepotismo. Fui o primeiro governador a fazer a lei de nepotismo em Pernambuco. Ela é funcionária pública de carreira. Elegeu-se deputada duas vezes, a Câmara foi chamada a eleger um parlamentar, ela se candidatou, outros deputados se candidataram. Ela disputou uma eleição, foi a única mulher que ganhou no voto e foi ser ministra. Tem feito trabalho como ministra reconhecido, sério”, defendeu. Questionado sobre os casos envolvendo o TCE de Pernambuco, ele voltou a se esquivar da responsabilidade sobre as indicações. “Eles se candidataram na Assembleia Legislativa, em vagas próprias da Assembleia, um deles, e o outro foi indicado (por ele), foi desembargador eleitoral, tem capacidade técnica, foi votado pela Assembleia”, respondeu. Eduardo Campos ainda disse que não é possível combater a inflação apenas com alta de juros, prometeu um 2015 melhor que o 2014 e recusou-se a comprometer com medidas de austeridade fiscal e “remédios amargos” em seu mandato. O candidato do PSB ainda voltou a acusar a presidente Dilma Rousseff de represar aumentos de preços para depois das eleições. Eduardo Campos negou incoerência entre seu discurso e de Marina na questão relativa ao Código Florestal e afirmou que começou a se afastar do governo Lula já nas eleições de 2012. Ele ressaltou que não o fez pela “ambição” de ser candidato. “Não se trata de ambição, trata-se de direito. Você não está condenado a apoiar quando você já não acredita, não se representa”, afirmou.