Moradores de ocupações prometem resistir a despejo

Após pronunciamento de representante do movimento Brigada Popular, cerca de 50 pessoas que passaram a terça-feira (12) acorrentadas em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no Centro da capital, seguiram para suas casas

iG Minas Gerais | Cinthia Ramalho / Camila Kifer |

CIDADES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - Moradores das ocupacoes Rosa Leao, Vitoria e Esperanca, se acorrentam em frente ao TJMG em forma de protesto contra as ordens de descocupacao em Belo Horizonte MG.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
Douglas Magno / O Tempo
CIDADES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - Moradores das ocupacoes Rosa Leao, Vitoria e Esperanca, se acorrentam em frente ao TJMG em forma de protesto contra as ordens de descocupacao em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Após o Comando de Policiamento Especializado (CPE) de Belo Horizonte enviar um comunicado à promotoria de direitos humanos informando que a ação de despejo das três ocupações localizadas na mata do Isidoro, na região Norte da capital, acontecerá nesta quarta-feira (13), o movimento Brigada Popular declarou que as famílias vão resistir de forma pacifica, mas não passiva. O posicionamento foi divulgado na noite desta terça, durante coletiva de imprensa dada, às 19h30, pelo Frei Gilvander, que é representante do movimento, em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no Centro da capital.

O representante também afirmou que a ordem é para que as famílias permaneçam de forma firme, mesmo com a chegada da polícia. As declarações foram dadas no fim de um protesto realizado, durante todo o dia, por membros das ocupações. Cerca de 50 moradores das ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão se acorrentaram no local no início da manhã e só encerraram o ato às 20h.

Eliza Inácia Custódio, de 36 anos, que é moradora da ocupação Esperança, afirma que não vai sair de sua casa. "Estou aqui desde 9h. Minha família não tem para onde ir. Nós vamos resistir", declarou. 

O pronunciamento de Frei Gilvander durou aproximadamente 30 minutos. O representante terminou a coletiva pedindo auxilio para causa. "Peço para que o governo estadual impeça a operação e dê as famílias mais tempo para negociar", solicitou como forma de última tentativa. 

Após a coletiva, os cerca de 50 moradores que passaram a terça-feira acorrentados se desprenderam das correntes e seguiram, em um ônibus fretado, para as ocupações.  

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