Em greve, funcionários da Copasa fazem manifestação em BH

Eles prometem uma nova manifestação nesta terça-feira, com os trabalhadores que chegam do interior do Estado e irão se unir ao movimento

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Os funcionários da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) entraram em greve nesta terça-feira (12) e fizeram uma manifestação em frente a sede da companhia, no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul da capital. Eles pleiteiam pelo reajuste salarial com ganho real.

Segundo o diretor de comunicação do sindicato da categoria (Sindágua), Rogério Matos, compareceram a passeata, que saiu da sede da Copasa e terminou no centro da capital, cerca de 1.500 pessoas. No entanto, o número de manifestantes divulgado pela Polícia Militar foi de 150 manifestantes.

Matos informou que uma nova manifestação da categoria deverá acontecer nesta quarta-feira (13), às 7h, e deve mobilizar pelo menos 5 mil pessoas, já que caravanas com funcionários estão saindo de várias cidades do interior do Estado para endossar o movimento em Belo Horizonte.

Uma das principais reivindicações dos trabalhadores é o ganho real. O reajuste oferecido pela companhia foi de 5,82%, mas os manifestantes querem que além desta porcentagem, esteja incluído o ganho real, ou seja, mais 3,85%.

Segundo Matos, o sindicato elaborou uma lista com 48 reivindicações, mas a direção da empresa optou por não discuti-las com os empregados e propôs este reajuste com base na inflação do ano passado e o aumento do vale-alimentação. “A principal questão é o ganho real no salário dos trabalhadores. A empresa vem lucrando ano após ano e nós entendemos que fazemos parte dessa lucratividade e merecemos uma contrapartida”, esclareceu. 

Em nota de sua assessoria de imprensa, a Copasa esclareceu que apresentou proposta de reajuste dos salários e dos benefícios com base no INPC, além do reajuste no tíquete de alimentação de seus funcionários, mas ainda o sindicato optou pela greve. À população usuária dos serviços de saneamento, a Copasa destaca o acordo feito com o sindicato, por intermédio do Ministério Público do  Trabalho, de que a manutenção das demandas essenciais e emergenciais serão mantidas mesmo durante a manifestação.

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