Brasil estuda adquirir droga experimental contra ebola

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, não há estudos que comprovem eficiência e segurança do soro ZMapp

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Morre médico que liderava combate ao ebola.
Sylvain Cherkaoui
Morre médico que liderava combate ao ebola.

 Apesar de considerar baixo o risco de o ebola desembarcar no Brasil, o Ministério da Saúde está em contato com o fabricante americano da droga experimental usada no tratamento de dois americanos e um espanhol infectados pelo vírus na África.

Se, por um lado, a pasta avalia se há disponibilidade internacional da droga, por outro o ministério ainda vai discutir com especialistas brasileiros se seria o caso de usar o soro em eventuais pacientes brasileiros infectados.

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, não há estudos que comprovem eficiência e segurança do soro ZMapp. "Não há uma recomendação de uso [da Organização Mundial da Saúde], mas [orientações sobre] em que condições a droga é usada", disse o secretário nesta terça-feira (12).

Barbosa reforçou que não há "nenhum remédio milagroso" e que o Brasil já adotou as medidas de vigilância em aeroportos e serviços médicos para identificar potenciais casos suspeitos da doença. Até o momento, nenhum foi registrado --apenas boatos, diz ele.

"Estamos conversando [com o produtor] e, ao mesmo tempo, avaliando tecnicamente se vamos adquirir ou não."

A disponibilidade da droga experimental, porém, pode não existir a curto prazo. A Mapp Biopharmaceutical, produtora da droga, colocou em seu site, nesta terça (12), que os estoques disponíveis estão esgotados, após o atendimento de algumas demandas. E que estão cooperando com outros parceiros para ampliar a produção.

Barbosa diz que a avaliação é sobre adquirir um "pequeno estoque" do produto e reforçou que o principal, no momento, é disponibilizar o soro aos países africanos diretamente afetados.

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