Em visita, Dilma minimiza atrasos na conclusão da ferrovia Norte-Sul

De acordo com a presidente, ela será uma das grandes realizações de projetos de infraestrutura, porque funcionará como uma "espinha de peixe"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Em visita ao trecho da rodovia Norte-Sul ligada ao porto seco de Anápolis (GO), a presidente Dilma Rousseff minimizou os atrasos e problemas que a obra tem enfrentado. De acordo com Dilma, ela será uma das grandes realizações de projetos de infraestrutura, porque funcionará como uma "espinha de peixe", ligando os principais pontos de produção do país.

"Ela será uma das grandes realizações porque funciona como uma espinha de peixe. Ela faz a integração por meio dos rios, rodovias e outros modais. Irá integrar todo os sistema de transporte brasileiro", afirmou Dilma em uma coletiva concedida à imprensa.

A presidente ressaltou que a desburocratização será uma das principais consequências do projeto. "Esses dois mecanismos de portos, marítimos e secos, tem um objetivo de desburocratizar. Você vai fazer o serviço de alfândega onde está a carga", disse.

Candidata à reeleição pelo PT, Dilma visitou o porto seco de Anápolis e lá embarcou em uma locomotiva com seis comboios, utilizados no transporte de material para a construção da ferrovia. Ela percorreu cerca de 4 km. Dilma realizou a vistoria na condição de presidente da República, mas aproveitou a oportunidade para gravar imagens para as inserções do seu programa eleitoral que serão veiculadas na televisão a partir da semana que vem. O ministro do Transporte, Paulo Sérgio Passos, acompanhou Dilma ao evento.

Dilma destacou a transição pela qual o Brasil passa atualmente de investir mais em ferrovias para ampliar o sistema de transportes no país. "É um momento importante do Brasil. Saímos do modal somente de rodovias para os diversos modais: ferrovia, hidrovia e todo esse sistema de porto. Isso é importante para desburocratizar o Brasil porque irá simplificar. Vamos fazer a alfandegagem perto de onde está a carga", disse.

Em maio, a presidente inaugurou o trecho de 855 quilômetros da ferrovia Norte-Sul. As obras estavam em andamento desde 2007 e, em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a fazer dois eventos para inaugurar a ferrovia. Mas ela não estava pronta e nunca foi utilizada para o transporte de mercadorias.

O trecho ainda não está em operação porque o governo não realizou a concessão e por isso não há um operador. Atualmente, a Valec opera o trecho e é a responsável pelas obras e manutenção da ferrovia.

Dilma explicou que a ferrovia passa por uma fase de testes, segundo recomendação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicada em 25 de julho. Segundo a medida, a Valec terá que cumprir uma série de exigências para que esteja em condição de fazer os testes finais.

ELEIÇÕES

Questionada sobre o cenário eleitoral no estado de Goiás, em que lidera as intenções de votos para a presidência com uma margem mínima de diferença para o tucano Aécio Neves, Dilma afirmou que o eleitorado goiano ainda precisa conhecer melhor os investimentos feitos pelo governo federal na região. O estado é comandado por Marconi Perillo, do PSDB.

"Acredito que uma parte dos goianos não saiba de todos os investimentos que fizemos aqui. O processo eleitoral é assim. A gente aproveita justamente para poder dar aos eleitores o conhecimento que eles não têm de alguns investimentos, que nem sabem que são nossos. Acredito que aqui nós fizemos uma grande parceria", disse.

FEDERALIZAÇÃO DA CELG

Como solução para a recuperação da Celg (empresa de distribuição de energia de Goiás), a presidente afirmou que um banco público poderá assumir o financiamento do investimento necessário para recuperar a empresa, mas que disse que primeiro é preciso calcular os custos disso. A empresa é a pior classificada no ranking de continuidade dos serviços da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que mede a qualidade de distribuição de energia.

"Não é do interesse do governo que a Celg fique nessa situação. [...] Não é só tratar do problema mas fazer com que um banco público assuma um processo de financiamento com garantias", disse. "Esta é uma solução que não tardará", complementou. Dilma afirmou ainda que a empresa precisa de um aumento tarifário para sanar parte dos problemas.

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