Cadeia Pública de Guarani causa temor a população da cidade

O MPMG pediu a transferência imediata dos presos e a desativação da unidade por apresentar riscos de figas e rebeliões e diversas irregularidades, como superlotação e falta de agentes penitenciários

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pede a transferência imediata dos presos da Cadeia Pública de Guarani, na Zona da Mata, e a desativação do local. O motivo é a situação precária da cadeia e os riscos eminentes de fugas e rebeliões, colocando em risco a própria população, já que a unidade é localizada em um bairro residencial da cidade.

De acordo com o MPMG, as condições atuais da cadeia podem possibilitar fugas, invasão de casas vizinhas, rebeliões internas, destruição do prédio e prática de atos violentos entre os presos. Foi constatado que a cadeia está superlotada e ainda tem número insuficiente de agentes penitenciários. Além disso, a estrutura poderia ser facilmente rompida em casos de rebeliões ou tentativas de fugas, e o número de extintores de incêndio existentes no local também é insuficiente para combater as chamas, caso a cadeia pegue fogo. 

Segundo a promotora de Justiça Silvana Fialho Dalpra, o estabelecimento também é utilizado de forma irregular para o recolhimento de condenados definitivos. De acordo com a lei, a utilização destes locais é apenas para presos provisórios.

Além disso, outro problema no local é a fácil entrada de drogas por meio das janelas das celas. “A droga também é lançada pelos muros da cadeia, em virtude de a estrutura da edificação ser extremamente baixa e próxima a um campo que dá acesso a qualquer pessoa que deseje estabelecer contato com os presos”, disse a promotora. Para ela, a situação da Cadeia Pública de Guarani gera pânico, temor e insegurança não somente aos detentos e agentes penitenciários, mas também à comunidade, principalmente aos vizinhos do estabelecimento prisional. “Toda a população guaraniense está exposta a sério risco”, argumentou.

Ainda segundo o MPMG, na cadeia, atualmente são albergados 35 presos. A Polícia Civil, corporação que administra a cadeia de Guarani, se recusou a confirmar o número de detentos no local, assim como a capacidade de lotação da cadeia. E disse que só irá se pronunciar sobre o assunto quando for notificada formalmente pelo órgão. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave