Suspeitos de matar e esquartejar servente pedreiro são presos

A mulher da vítima e o cunhado teriam matado José Carlos Alves Ribeiro, 21, e jogado as partes dos corpos na orla da lagoa da Pampulha

iG Minas Gerais | Jhonny Cazetta |

CIDADES / SUPER. BELO HORIZONTE, MG.

Casal acusado de esquartejar homem e espalhar o corpo ao longo da orla da Pampulha e apresentado pela Policia Civil

FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.08.2014
Lincon Zarbietti / O Tempo
CIDADES / SUPER. BELO HORIZONTE, MG. Casal acusado de esquartejar homem e espalhar o corpo ao longo da orla da Pampulha e apresentado pela Policia Civil FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.08.2014

Após quase um mês de investigações, a Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (12) os suspeitos de assassinar e esquartejar o servente pedreiro José Carlos Alves Ribeiro, 21. As partes do corpo dele foram encontradas dentro de malas e sacolas espelhadas pela orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, no dia 13 de julho.

O crime teria sido cometido pela mulher da vítima, Rita Pinheiro Gervásio, 27, e o cunhado Aílton Pereira Gervásio, 18. Tudo, segundo a polícia, começou após uma discussão de família na noite da sexta-feira, dia 11 de julho, na casa onde moravam no bairro Garças, também na Pampulha. Durante a briga, Ribeiro teria começado a bater na mulher e também no cunhado, que tentou defender a irmã.

Revoltado com a atitude do servente de pedreiro, Aílton Gervásio então esperou o casal dormir, pegou uma marreta em um lote vizinho e acertou o objeto por três vezes a cabeça da vítima. “Antes do assassinato, o Aílton já havia dito a irmã que iria matar o cunhado. Esse, inclusive, era um pedido insistentes dela ao irmão. Rita dizia que não aguentava mais viver com a vítima, não queria se separar, mas queria que a vítima morresse”, contou a delegada responsável pelo inquérito, Cristiana Angelini.

De acordo com a policial, após assassinar Ribeiro, os irmãos então passaram a estudar as possibilidades de desaparecer com o corpo, e para isso contaram com a ajuda de um adolescente de 17 anos. Primeiramente, os suspeitos tentaram queimar o corpo do homem, mas como a fumaça era grande, eles desistiram da ideia.

Foi aí então, que o menor, teria aconselhado a esquartejar a vítima.“O esquartejamento foi feito pelo adolescente e pelo Aílton. Para isso eles utilizaram facas de cozinha e uma marreta. Colocaram as partes do corpo em várias sacolas e mochilas, e realizaram quatro viagens em uma moto até a orla da lagoa, onde dispersaram os segmentos corpóreos”, afirmou a delegada, acrescentando que a escolha da Lagoa da Pampulha foi por conta da proximidade do local com a casa onde o crime ocorreu. “São cerca de 2km de distância, o que diminuía a chance de serem pegos pela polícia durante uma abordagem”, disse a policial.

Prisões. A primeira prisão feita foi de Rita, mulher do pedreiro, cinco dias após o crime. A polícia desconfiou da postura da mulher que se mostrava muito fria com a descoberta da morte do marido. “Após descobrirmos a identidade do José Carlos, fomos conversar com ela. Primeiro ela disse que que o marido tinha saído de casa após uma discussão entre eles. Depois no IML, para fazer o reconhecimento, ela se mostrou muito indiferente com tudo. Achamos isso muito estranho e em um novo interrogatório ela acabou confessando a ação criminosa”, disse a delegada.

O irmão dela, Aílton Pereira Gervásio, foi preso no último 8 de agosto, na cidade de Padre Paraíso, no Norte de Minas. “Ele não morava com a irmã. No dia do crime estava na casa do casal a procura de emprego em Belo Horizonte. Ele confessou o crime. Durante as investigações, descobrimos também que ele tinha uma desavença com a vítima, que era uma pessoa honesta e que não aceitava algumas atitudes criminosas do suspeito. Como por exemplo, o fato dele ter já roubado uma moto anteriormente”, contou a delegada.

Já o adolescente, que ajudou no esquartejamento e ocultação do corpo, ainda é procurado pela polícia. Os dois suspeitos já presos irão responder pela ocultação e também por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

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