Mais uma aresta para o chefe aparar

Lateral-direito e treinador tiveram opiniões diferentes quanto à postura da defesa alvinegra

iG Minas Gerais | Fernando Almeida e Thiago Prata |

O velho ditado de que “roupa suja se lava em casa” não vem sendo adotado no Atlético, mesmo quando o momento do time é bom. Invicto há três partidas – duas vitórias e um empate – e a apenas quatro pontos do G-4, o alvinegro tem evoluído e demonstrado superação dentro de campo. Só que isso não está sendo o bastante para evitar um mal-estar envolvendo técnico Levir Culpi. O responsável por tirar o treinador do sério foi o lateral-direito Marcos Rocha.  

Em pleno Dia dos Pais, Levir disse ter se sentido traído por um de seus “filhos”, o camisa 2, que vem sendo um dos destaques da equipe neste Campeonato Brasileiro. A rusga entre eles se deu após a vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, no domingo passado, na Arena Independência.

O comandante não gostou nada de Marcos Rocha ter exposto numa entrevista um erro cometido, de forma demasiada, pelo Atlético: as falhas na marcação. O lateral-direito tem razão no que disse, sobretudo com relação à bola aérea, já que o Galo tem sofrido com esse tipo de jogada e levado muitos gols desta forma.

“A gente faz marcação por zona. A nossa jogada defensiva aérea era um ponto forte da equipe. Tenho certeza de que o Levir vai consertar. São gols bobos que estamos tomando, e estamos ficando p... com essa situação”, afirmou o camisa 2.

Mas a crítica do jogador não foi recebida de forma positiva por Levir. Ao saber do comentário, o comandante deu uma declaração mais áspera em sua entrevista coletiva concedida no domingo, no Independência.

“Eu me sinto traído, porque não falaram disso comigo nos treinamentos, que não gostam dessa situação (marcação por zona). E eu vou discutir isso com eles (os jogadores). Quem falou? O Rocha? Vamos conversar”, disse o treinador.

O técnico salientou que qualquer atleta tem direito de dar sua opinião sobre qualquer assunto que diz respeito ao time, desde que seja de forma interna, e não por meio da imprensa.

“Fazer o jogador entender o que se pede é o ideal. Minha ideia é essa. Por isso abro para todos os jogadores quando vamos fazer uma jogada ensaiada, por exemplo. Quero saber o que eles pensam”, afirmou.

Não é o primeiro problema em seu retorno à comissão técnica do time atleticano. Desde que chegou ao Galo, no fim de abril deste ano, houve alguns atritos com Diego Tardelli e Ronaldinho Gaúcho. Com o atacante, tudo foi solucionado. Já com R10, um desentendimento com o treinador teria sido um dos pontos cruciais para o camisa 10 ter deixado o Atlético. Quem também já ficou na bronca com o técnico foi a Massa em algumas ocasiões de jogos.

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