Atleta já traça novos objetivos

E a procura por patrocínio para a viagem ao Leste Europeu exigiu bastante também do para-atleta

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Ciclista mineiro sonha em disputar as Paraolimpíadas de 2020
Facebook/Reprodução
Ciclista mineiro sonha em disputar as Paraolimpíadas de 2020

Se o Athos comemorou quando conseguiu amarrar os sapatos, ele pretende não parar de superar os desafios. O para-atleta já tem em mente o grande sonho da carreira. Em 2020, quer estar em Tóquio e representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.  

“Estou indo participar do Campeonato Mundial na Eslovênia para dar um ‘boom’ na carreira. É a porta de entrada para o meu sonho, que são as Olimpíadas. Não sou o melhor do Brasil, sou o quinto melhor no para-ciclismo. Quero começar a pontuar no ranking mundial. Ano que vem, já penso na Copa do Mundo da modalidade”, explicou o mineiro.

Mas além do resultado nas provas, ele espera também conseguir mais reconhecimento das pessoas, sobretudo de possíveis investidores. Atualmente, ele conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Bárbara e de outros pequenos parceiros, mas que ainda não são suficientes para a manutenção dos equipamentos necessários.

“O talento eu tenho. Eu consigo andar junto com os outros competidores, mas não tenho o investimento. Estou indo para a Eslovênia com uma bicicleta de dez quilos. Os outros atletas vão chegar com uma de seis quilos. Isso faz muita diferença. Então, tenho que me desdobrar ainda mais”, contou.

E a procura por patrocínio para a viagem ao Leste Europeu exigiu bastante também do para-atleta. A peregrinação começou na iniciativa privada, mas não houve sucesso. O site Vakinha foi mesmo a solução que ele encontrou para viabilizar a empreitada.

Athos ainda tentou a aprovação de um projeto por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, orçado em R$ 35 mil, mas que não despertou o interesse de nenhuma empresa.

Mesmo diante de tantas dificuldades e da própria deficiência que tem, Athos demonstra otimismo. Ele acredita que ainda não atingiu a sua melhor forma e espera evoluir ainda mais no esporte.

“Estou com 27 anos, o auge do ciclismo é com 33 anos. Não é igual ao futebol, que se nasce bom ou ruim. É um esporte de desenvolvimento, que vai crescendo com o tempo. Espero continuar crescendo e ser visto em um cenário internacional. Sem precisar mais de fazer vaquinha”, ressaltou Athos. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave