Remunerar melhor para seduzir

Uma das maiores dores de cabeça com que o diretor de segurança da informação tem de lidar é em quais produtos de segurança confiar

iG Minas Gerais | Nicole Perlroth |

São Francisco. Segundo os recrutadores, o cargo de diretor de segurança da informação se tornou tão crítico que as empresas tentam dourar a pílula. Segundo estudo do Ponemon Institute, elas oferecem bônus e salários variando de US$ 188 mil a US$ 1,2 milhão anuais, mordomias como a possibilidade de trabalhar em casa e tempo livre generoso, com a promessa de verbas maiores para comprar maior proteção para sistemas potencialmente deficientes.  

Mesmo assim, é visto como um emprego ingrato. Muitos dos diretores de segurança da informação que participaram do estudo da Ponemon classificaram o posto como o mais difícil. Muitos afirmaram que o cargo era ruim ou o pior que já tiveram.

Há tanta pressão no cargo que muitos terminam saindo – voluntariamente ou não – depois de dois anos, segundo o estudo da Ponemon. Em comparação com dados de outra pesquisa, executivos no posto de CEO costumam ficar dez anos, em média.

Uma das maiores dores de cabeça com que o diretor de segurança da informação tem de lidar é em quais produtos de segurança confiar. “Antigamente, costumava-se dizer que ninguém era demitido por comprar da IBM, porque ela era confiável”, disse Andrew Caspersen, ex-diretor de segurança da informação da Charles Schwab. “Porém, as empresas de segurança nunca conseguiram estabelecer esse nível de credibilidade”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave